Veja o trailer do filme Rammstein: Paris

Rammstein: Paris

Rammstein: Paris

O que é Rammstein: Paris

Rammstein: Paris não é o show da banda alemã filmado de um ângulo só, com plateia em foco e edição preguiçosa. É um filme de verdade, pensado quadro a quadro para a tela grande.

Dirigido pelo sueco Jonas Åkerlund — que já clipou Madonna, Metallica e Lady Gaga —, o registro parte de dois concertos realizados em março de 2012 no Palais Omnisports de Paris-Bercy, na turnê Made In Germany 1995-2011.

O que diferencia o projeto de qualquer show registrado em DVD é a linguagem cinematográfica: câmeras de alta velocidade, close-ups cirúrgicos nos instrumentos, enquadramentos que ninguém conseguiria ver ao vivo, nem no gargarejo da pista premium.

Funciona quase como um documentário sensorial sobre a engrenagem de uma das maiores bandas de musical industrial do planeta.

Estreia e legado

Chegou aos cinemas em 16 de março de 2017, em cópias limitadas, com a desculpa oficial de que era uma sessão única. Ficou mais tempo que isso em muitas cidades.

A repercussão foi imediata entre fãs e crítica de musical: o filme venceu o Grammy de Melhor Filme Musical Longa-Metragem em 2019, prêmio raríssimo para um registro ao vivo, ainda mais vindo de uma banda que canta majoritariamente em alemão.

Hoje é referência quando se fala em cinema-concerto. Antes dele, a régua era baixa. Depois dele, qualquer registro de banda precisa justificar por que existe.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a fotografia. As câmeras entram em locais que o olho humano não alcança — dedos no teclado, fumaça subindo por entre os cilindros de fogo, público reagindo de baixo pra cima. É uma experiência que redesenha o que é um filme de show.

A edição de som também impressiona: separada em canais 5.1 e 7.1, dá pra sentir o peso dos graves do baixo do Oliver Riedel e a precisão da bateria do Christoph Schneider como se estivesse do lado.

Ponto fraco: o setlist cobre basicamente a fase mais pop-friendly da banda. Quem procura a agressividade crua dos primeiros álbuns pode sentir falta. E pra quem não tem familiaridade nenhuma com o grupo, a experiência pode virar barulho bonito sem contexto.

Curiosidades

  • O diretor Jonas Åkerlund foi baterista da banda de death metal sueca Bathory antes de migrar para a direção de videoclipes e filmes.
  • A edição levou cerca de dois anos para ficar pronta, com a equipe chegando a assistir mais de 150 horas de material bruto.
  • Algumas cenas do filme usam câmeras GoPro instaladas em locais improváveis do palco, incluindo dentro de peças do cenário que se movem durante o show.

Perguntas frequentes

Rammstein: Paris é um documentário ou um show?

É tecnicamente um registro de show com tratamento cinematográfico. O diretor Jonas Åkerlund se preocupou mais com a narrativa visual do que com a simples captação ao vivo, o que o coloca no meio termo entre show e documentário sensorial.

Rammstein: Paris tem cena pós-créditos?

Não. Após o bis com Stripped, o filme encerra sem teasers ou extras. Quem ficar até o final verá apenas os créditos finais, com ficha técnica completa da produção.

Preciso gostar de metal para assistir?

Ajuda, mas não é obrigatório. O filme funciona como objeto audiovisual pela qualidade da captação e da edição. Quem curte direção de fotografia, mesmo sem afinidade com o gênero, consegue tirar proveito.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de metal industrial e de shows com produção visual pesada
  • Colecionadores de edições especiais, vinis e material de vídeo raro de bandas europeias
  • Entusiastas de cinema-concerto e de direção de fotografia em condições extremas de luz e fogo

Título original: Rammstein: Paris

País de origem: Alemanha

Data do lançamento: 16/03/2017

Diretor: Jonas Åkerlund

Principais atores: