Veja o trailer do filme Queimando Tudo
O que é Queimando Tudo e por que ele ainda importa
Queimando Tudo (Up in Smoke, 1978) é o longa que apresentou a dupla Cheech Marin e Tommy Chong para o cinema e, de quebra, inaugurou um subgênero inteiro: a comédia stoner.
A premissa é simples e propositalmente absurda. Pedro e Man vivem em Los Angeles, completamente fora da realidade, até serem presos por porte de drogas. Depois de deportados para o México, eles aceitam a missão maluca de atravessar a fronteira com uma caminhonete que, descobrimos aos poucos, é feita inteiramente de maconha.
O filme dirigido por Lou Adler é quase um registro antropológico do submundo californiano dos anos 70, embalado por humor nonsense, muito improviso e zero preocupação com verossimilhança.
Estreia, bilheteria e legado
Lançado nos Estados Unidos em 1978, Queimando Tudo custou cerca de 2 milhões de dólares e retornou mais de 40 milhões em bilheteria, um feito raro para uma produção com temática adulta e elenco desconhecido na época.
Foi a partir desse sucesso que Cheech & Chong viraram fenômeno de turnê e merchandising, influenciando décadas de comédia cinematográfica.
Embora não tenha levado Oscar nem passado por Cannes, o longa entrou para o imaginário coletivo da contracultura norte-americana. A cena em que a banda Black Sabbath aparece tocando dentro da van virou referência obrigatória em listas de momentos cults do cinema.
Hoje, o filme é lembrado como o ponto zero das comédias sobre drogas, abrindo caminho para Um Drink no Inferno e countless imitações que vieram depois.
Vale o ingresso? O ponto alto e o ponto fraco
Ponto alto: a química entre Cheech Marin e Tommy Chong é genuína e impossível de fabricar. O ritmo de improviso deles transforma cenas descartáveis em momentos que ficaram marcados na história do humor.
Os diálogos nonsense, o visual cafona de Los Angeles em 1978 e a trilha sonora com Black Sabbath dão ao filme um charme datado que hoje funciona como nostalgia e comentário de época ao mesmo tempo.
Ponto fraco: quem busca narrativa estruturada vai sair frustrado. O roteiro é basicamente um pretexto para sketchs soltos, e o humor sobre drogas pode soar datado para uma audiência acostumada a comédias mais ácidas.
Também não espere profundidade nos personagens coadjuvantes: a Ellen Barkin em seu primeiro papel no cinema aparece pouco e serve mais como eye candy do que como peça narrativa.
Curiosidades de bastidores
- A participação do Black Sabbath no filme aconteceu porque a banda topou uma aparição curta entre shows da turnê de 1978, gerando uma das cenas mais lembradas do longa.
- Foi a estreia em Hollywood da atriz Ellen Barkin, que aparece brevemente como uma das garotas do trailer no início.
- A caminhonete de maconha era, na verdade, construída em fibra de vidro e cheia de sementes reais, mas sem THC, já que o estúdio não queria problemas com a lei.
Perguntas frequentes sobre Queimando Tudo
Queimando Tudo tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos finais com a conclusão do plano da dupla, e não há cena extra depois da lista de nomes.
Up in Smoke é o primeiro filme do Cheech & Chong?
Sim, é o longa de estreia da dupla e também o de maior bilheteria, transformando-os em fenômeno cultural dos anos 70 e 80.
Onde assistir Queimando Tudo online?
O filme aparece periodicamente em catálogos de streaming especializados em clássicos, além de edições em DVD e Blu-ray com material extra. Confira a lista atualizada de cinemas e plataformas na seção de programação acima.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédia cult e nostalgia dos anos 70 que querem entender de onde veio o humor stoner moderno.
- Quem curte road movies improváveis e humor nonsense, do tipo que se vê em Depois de Horas e Era Uma Vez no México.
- Colecionadores de curiosidades pop que adoram ver uma Ellen Barkin novinha antes de virar estrela de Hollywood.
Título original: Up in Smoke
País de origem: EUA
Data do lançamento: 04/12/1978
Diretor: Lou Adler
Principais atores: