Veja o trailer do filme Quatro Luas

Quatro Luas

Quatro Luas

Drama Romance Duração: 1h 49min

Quatro Luas e as quatro faces do mesmo desejo

Quatro Luas (Cuatro Lunas, 2016) é um drama mexicano dirigido por Sergio Tovar Velarde que costura quatro histórias independentes sobre amor, desejo e a dificuldade de se aceitar.

A estrutura em mosaico coloca na tela um menino de onze anos escondido pelo primo, dois amigos de infância que reatam o contato e se envolvem, um casal testado por uma terceira pessoa e um homem mais velho obcecado por um trabalhador do sexo.

O resultado é um filme de câmera próxima, sem pressa, sobre a solidão de quem vive o afeto em segredo.

Estreia e legado do filme

Quatro Luas chegou ao circuito festival mexicano em 2014 e foi distribuído pela Netflix no Brasil em 30 de abril de 2016, o que o colocou como uma das primeiras obras LGBT mexicanas a ganhar alcance direto de streaming no país.

Sem campanhas milionárias nem presença na corrida do Oscar, o longa construiu seu público nos acervos digitais e em mostras de cinema queer, sendo hoje lembrado como um dos retratos mais delicados da romance entre homens produzido no México na década de 2010.

Cultuado por quem busca drama intimista à moda de Sou Louco Por Você (2012), segue ganhando novos espectadores a cada releitura em catálogo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o terceiro segmento, com Alejandro de la Madrid, é o mais bem costurado, e o quarto, estrelado por Antonio Velázquez, entrega a cena mais dolorosa do longa, sem melodrama.

Ponto fraco: a primeira história, com Gabriel Santoyo, escorrega num tom ingênuo que destoa do restante, e o ritmo geral pede paciência de quem espera um drama mais acelerado.

Curiosidades de bastidor

  • O título faz referência direta às quatro fases da vida representadas pelos protagonistas: infância, juventude, vida adulta e velhice.
  • O diretor Sergio Tovar Velarde escalou atores assumidamente homossexuais para os papéis centrais, fugindo do usual casting heterossexual de dramas LGBT.
  • As filmagens foram realizadas na Cidade do México em apenas cinco semanas, com orçamento enxuto, o que explica o tom artesanal da fotografia.

Perguntas frequentes

Quatro Luas tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina com a última fala do segmento do idoso e os créditos sobem em seguida, sem teaser extra.

Quatro Luas é baseado em fatos reais?

Não. A obra é uma ficção original escrita pelo próprio Sergio Tovar Velarde, inspirada em relatos do cotidiano LGBT que ele conheceu de perto em Guadalajara.

Qual a classificação etária de Quatro Luas?

No Brasil, o filme recebeu classificação de 16 anos devido a cenas de sexo explícito, nudez e temas como prostituição e infidelidade, sendo recomendado para público adulto.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas mexicanos intimistas, especialmente os distribuídos por Tráfico de Órgãos e obras autorais da Netflix latina.
  • Público que acompanha cinema queer contemporâneo e procura filmes estruturados em várias narrativas curtas, no estilo de Inferno (2016).
  • Quem gosta de dramas LGBT adultos com foco em personagem, semelhante ao clima de Desaparecidos (2022).