Veja o trailer do filme Quarentena

Quarentena

Quarentena

Sobre o que é Quarentena

Uma equipe de TV noturna segue dois bombeiros em Los Angeles e acaba trancada em um prédio residencial onde um surto de raiva violenta começa a se espalhar andar por andar.

A premissa é simples e cruel: Angela Vidal, repórter vivida por Jennifer Carpenter, e o cinegrafista Scott (Steve Harris) documentam o resgate de uma idosa no 3º andar. Em minutos, a polícia sela o edifício e a câmera vira o único registro do que está acontecendo lá dentro.

Dirigido por John Erick Dowdle e Billy O'Brien, o filme aposta no formato found footage para transformar o espectador em mais um refém dentro do corredor escuro.

Linha do tempo e legado

Quarentena chegou ao circuito comercial em outubro de 2008 nos Estados Unidos e desembarcou no Brasil em 16 de janeiro de 2009, distribuído pela Sony Pictures.

É o remake americano do espanhol REC, lançado no mesmo ano, o que rendeu comparações inevitáveis e dividiu a crítica. Para os fãs de terror, virou uma referência obrigatória do ciclo found footage que dominou os anos 2000 ao lado de Cloverfield e Atividade Paranormal.

Hoje é lembrado como um dos exemplos mais claustrofóbicos do subgênero, embora tenha envelhecido com a saturação do formato. Sem grandes prêmios no currículo, segue firme no streaming como sessão rápida para quem quer tensão sem compromisso.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o ritmo. Quarentena não dá respiro. A câmera sobe com os personagens, desce com eles, e a edição de John Erick Dowdle usa o próprio formato de gravação como motor de tensão, com cortes abruptos quando alguém tenta desligar a câmera.

O cenário único do prédio funciona como um labirinto fechado, reforçando a sensação de armadilha. Jennifer Carpenter vende bem a transformação da repórter ambiciosa em sobrevivente acuada.

Ponto fraco: a originalidade é praticamente nula. Quem viu REC reconhece cena por cena, e o arco dos coadjuvantes é raso, funcionando quase só como carne para a infecção.

Os momentos de gore são eficazes, mas o roteiro pouco explica a origem do surto, o que pode frustrar quem busca respostas científicas dentro da ficção científica.

Curiosidades

  • Quarentena é o remake norte-americano do filme espanhol REC, lançado no mesmo ano de 2008, com praticamente a mesma estrutura de cenas, prédios e surto em tempo real.
  • Jennifer Carpenter filmou boa parte das sequências correndo de verdade com a câmera no ombro, sem dublê, o que explica o nível de exaustão visível em tela.
  • O prédio usado como cenário fica no centro de Los Angeles e teve andares inteiros reformados para parecerem sujos, abandonados e infestados.

Perguntas frequentes

Quarentena é baseado em fatos reais?

Não. É uma obra de ficção que bebe do formato found footage e do surto de raiva usado como dispositivo narrativo, sem qualquer relação com eventos reais documentados.

Quarentena é o mesmo filme que REC?

É o remake oficial. Mantém a premissa, a locação única e a maior parte da estrutura de cenas, mas troca o elenco espanhol por nomes americanos como Jennifer Carpenter e Columbus Short, além de adicionar uma camada extra de teoria conspiratória no terceiro ato.

Qual a ordem para assistir Quarentena e REC?

REC chegou aos cinemas em novembro de 2007 na Espanha, e Quarentena estreou em outubro de 2008 nos EUA. Não há conexão narrativa entre eles além do remake, então a ordem é livre, mas assistir REC depois valoriza as pequenas diferenças de tom que Dowdle inseriu.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de found footage que já consumiram REC, Cloverfield e Atividade Paranormal e querem variações dentro do formato.
  • Quem curte survival horror claustrofóbico, tipo Ponto Cego, O Host e os filmes ambientados em espaços pequenos e selados.
  • Espectadores que toleram câmera tremida, gritos constantes e pouca exposição solar na tela.