Veja o trailer do filme Piripkura

Piripkura

Piripkura

12 Festival Documentário Duração: 1h 22min

Sobre o que é Piripkura

Dois indígenas nômades do povo Piripkura vivem isolados em uma área protegida no meio da Floresta Amazônica, cercados por fazendas e madeireiros.

O documentário acompanha o trabalho de Jair Candor, servidor da FUNAI, que monitora os dois sobreviventes desde 1989 por meio de expedições periódicas.

As câmeras registram os vestígios deixados por Pakyî e Tamandua na mata, a presença de Rita como terceira sobrevivente do povo e a rotina mínima de quem vive com um facão, um machado cego e uma tocha.

A obra é uma coprodução das diretoras Mariana Oliva e Renata Terra, com codireção de Bruno Jorge.

Quando estreou e por que importa

Piripkura chegou aos cinemas brasileiros em 22 de fevereiro de 2018, com distribuição da Festival Distribuidora.

O filme estreou em circuito de festivais antes da janela comercial, consolidando-se como um registro raro sobre um dos últimos grupos isolados da Amazônia.

A obra dialoga com o legado de documentários que discutem a fronteira entre preservação e invasão, como A Invenção do Outro, de Vincent Carelli.

Em festivais, o longa chamou atenção pelo olhar minimalista e pela opção de não entrevistar diretamente os indígenas, deixando a floresta falar.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a proximidade silenciosa com Pakyî e Tamandua, que transformam a floresta em personagem principal. O registro tem força documental e raridade histórica.

Ponto fraco: a edição assume que o espectador já conhece a geopolítica da Amazônia. Quem espera contexto sobre a política indigenista brasileira pode sair com perguntas em aberto.

O ritmo é lento, sem narração explicativa, e por isso exige disposição para um documentário de observação.

É um filme de festival que, mais do que entretenimento, funciona como arquivo.

Curiosidades

  • Pakyî e Tamandua sobrevivem com um facão, um machado cego e uma tocha, sem contato direto com a equipe de filmagem.
  • As diretoras Mariana Oliva e Renata Terra optaram por não entrevistar os indígenas, registrando apenas vestígios e rastros na floresta.
  • O monitoramento dos Piripkura é feito pela FUNAI desde 1989, o que torna o filme um dos poucos registros audiovisuais contínuos de um povo de recente contato.

Perguntas frequentes

Piripkura é um documentário de que tipo? É um documentário brasileiro de observação, focado em povos indígenas isolados na Amazônia, sem narração em off tradicional.

Quem dirigiu Piripkura? A direção é de Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge.

Piripkura tem cena pós-créditos? Não. O filme encerra antes dos créditos, com uma das sequências mais silenciosas e emblemáticas sobre a presença dos indígenas na floresta.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de documentários observacionais sobre povos indígenas e questões territoriais na Amazônia.
  • Quem acompanha o trabalho de Vincent Carelli e produções sobre grupos isolados, como o público de A Invenção do Outro.
  • Leitores de reportagens sobre desmatamento, direito territorial e política indigenista brasileira.

Título original: Piripkura

País de origem: Brasil

Data do lançamento: 22/02/2018

Distribuidora: Festival

Diretor: Mariana Oliva, Renata Terra, Bruno Jorge

Principais atores: