Veja o trailer do filme Pica-Pau
O Filme
O Pica-Pau está de volta às telas, e desta vez em uma mistura de live-action com animação que coloca o pássaro mais irritado do desenho animado no meio do mundo real. A premissa é simples: o personagem clássico dos quadrinhos precisa defender seu território de um novo e ambicioso vilão humano.
Quem está do outro lado é Lance Walte, um vigarista convicto, e Brittany, sua namorada interessada. O trio central puxa uma série de confusões em que o Pica-Pau usa de tudo — bicos afiados, travessuras e uma capacidade absurda de aparecer nos lugares mais inconvenientes — para infernizar a vida do antagonista.
O tom é pastelão, colorido e pensado para entreter crianças. O longa roda rápido, com 94 minutos, e não exige que o espectador conheça o histórico do personagem, embora quem cresceu assistindo ao desenho na TV aberta vá reconhecer várias referências.
Estreia e Legado
Pica-Pau: O Filme (título em inglês: Woody Woodpecker) foi lançado nos cinemas brasileiros em 2017, numa tentativa da Universal Pictures de revitalizar uma franquia animada que atravessou gerações. O personagem nasceu em 1940, criado por Walter Lantz, e virou ícone em desenhos dos anos 1950 e 1960.
O longa foi uma produção de orçamento modesto, voltada ao público infantil, e chegou ao Brasil como aposta para o feriado de Dia das Crianças. Não emplacou nas bilheterias internacionais, e as críticas foram predominantemente negativas, com notas baixas em agregadores como Rotten Tomatoes e Metacritic.
Hoje, o filme é lembrado mais como curiosidade nostálgica do que como uma adaptação marcante. Vale como registro da tentativa de resgatar personagens clássicos em formato híbrido, mas não entrou para o hall dos grandes blockbusters infantis.
Vale o Ingresso?
Ponto alto: a animação do Pica-Pau é competente, com expressões ágeis e piadas visuais que funcionam bem. O carisma do personagem continua intacto, e o ator Timothy Omundson entrega um vilão caricato que combina com o estilo pastelão da história.
Ponto fraco: o roteiro é linear demais, o humor cansa rápido e a mistura de animação com atores reais já foi feita com mais capricho em outras produções, como Os Batutinhas: Uma Nova Aventura. O longa parece episódico, como uma série de esquetes coladas, sem grande arco dramático.
Para sessões com crianças pequenas, entretem. Para adultos desacompanhados, fica devendo.
Curiosidades
- O Pica-Pau foi criado em 1940 por Walter Lantz, mesmo ano em que apareceu pela primeira vez no curta Knock Knock.
- Este é o segundo longa-metragem com o personagem nos cinemas, após Pica-Pau: O Filme, também de 2017 em alguns mercados.
- A produção foi rodada no Canadá, em Vancouver, com o Pica-Pau inserido digitalmente nas cenas após a filmagem com os atores reais.
Perguntas Frequentes
Pica-Pau é o mesmo que Pica-Pau: O Filme?
Em alguns mercados, o longa foi lançado com o título alternativo Pica-Pau: O Filme. No Brasil, a distribuição da Universal Pictures adotou Pica-Pau como título principal. Ambos se referem ao mesmo filme de 2017 dirigido por Alex Zamm.
Pica-Pau tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos relevante. Após os créditos finais, a tela escurece sem teasers ou gravações extras que mudem a compreensão da história.
Pica-Pau é apropriado para crianças pequenas?
Sim. A classificação é livre e o conteúdo se resume a confusões cômicas, perseguições em tom de desenho animado e humor pastelão. Não há violência real, linguagem pesada ou temas adultos.
Pra quem é este filme:
- Fãs nostálgicos do Pica-Pau que cresceram assistindo ao desenho na TV aberta e querem apresentar o personagem aos filhos.
- Pais e responsáveis buscando um programa leve de fim de semana com crianças entre 4 e 10 anos, sem conteúdo pesado.
- Curiosos de comédia infantil que curtem o formato de mistura de animação com atores reais, mesmo que mal executado.
Título original: Woody Woodpecker
País de origem: EUA
Data do lançamento: 01/01/0001
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Alex Zamm
Principais atores: