Veja o trailer do filme Perdidos em Paris - Festival Varilux de Cinema Francês 2017
Perdidos em Paris - Festival Varilux de Cinema Francês 2017
Sobre o que é Perdidos em Paris
Fiona é uma bibliotecária canadense metódica, do tipo que cataloga livros em uma pequena cidade e mal sai do próprio bairro. Um dia, ela recebe uma carta enigmática da tia Martha, uma parente distante que mal conhece.
O pedido é desesperado: socorro imediato, vindo da França, sem endereço e sem detalhes. Sem entender o que está acontecendo, Fiona pega um voo para Paris e começa a buscar a tia em uma cidade que não conhece, falando mal o idioma e contando apenas com pistas absurdas.
O longa é uma comédia física, praticamente sem diálogo falado, que transforma as ruas, os cafés, o metrô e o rio Sena em um grande picadeiro de gags silenciosas e quedas cômicas.
Quando estreou e por que ele importa
Perdidos em Paris (no original, Lost in Paris) teve sua première mundial em 2016 e chegou ao Brasil como uma das atrações do Festival Varilux de Cinema Francês de 2017, principal vitrine do cinema francês no país.
O filme é a continuação de uma parceria criativa de longa data entre Fiona Gordon, Dominique Abel e o falecido Bruno Romy. Os três já tinham assinado juntos Iceberg, Rumba e La Fée, sempre apostando em um humor físico que lembra os mestres do mudo, como Jacques Tati e Buster Keaton.
A passagem pelo Varilux funcionou como um cartão de visita para o público brasileiro que consome cinema europeu de arte. Fora do circuito de festival, o longa circulou em mostras e sessões especiais, mantendo o status de cult entre fãs de comédia não convencionial.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte é caprichada. Paris aparece com cores saturadas, figurinos vintage e uma luz que parece saída de um filme de Truffaut.
As gags envolvendo o Rio Sena e a cena da ponte são realmente memoráveis. Há uma sequência no meio do filme com um personagem obcecado por fogo que é impagável.
A dupla Fiona e Abel funciona como uma versão moderna de Laurel & Hardy, com uma ternura que não cai no pieguismo.
Ponto fraco: o ritmo é lento para os padrões atuais. Quem espera piadas rápidas ou um terceiro ato com reviravolta vai se frustrar.
O humor é muito específico. As piadas dependem de timing físico e paciência do espectador. Em alguns momentos, a sensação é de que o filme se perde em sua própria repetição.
Para um público específico, funciona muito bem. Para a média das grandes estreias, pode parecer datado.
Curiosidades de bastidores
- As cenas no Rio Sena foram filmadas sem dublê, com os próprios atores fazendo as coreografias arriscadas de queda e resgate.
- O filme é dedicado ao co-roteirista e parceiro criativo Bruno Romy, falecido em 2014, antes da finalização da pós-produção.
- Muitas gags foram improvisadas durante as filmagens em locações reais de Paris, com a equipe usando câmeras escondidas para capturar reações espontâneas de transeuntes.
Perguntas frequentes
Perdidos em Paris tem cena pós-créditos? Não. O filme termina de forma definitiva antes dos créditos finais. Não há cenas extras nem teasers.
Qual é a duração de Perdidos em Paris? São 83 minutos de projeção, um dos longas mais enxutos do circuito do Festival Varilux.
Perdidos em Paris é legendado ou dublado? Nas sessões do Festival Varilux, foi exibido legendado em português. O filme tem pouquíssimo diálogo, então a legendagem pesa menos do que o normal.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema mudo e comédia física estilo Jacques Tati e Buster Keaton
- Quem acompanha o Festival Varilux e o circuito de cinema francês autoral
- Apologistas de Paris que curtem uma representação delicada e quase童话 da cidade