Veja o trailer do filme Perdidos em Paris
Perdidos em Paris
O que é Perdidos em Paris
Fiona é uma bibliotecária certinha de uma cidadezinha do Canadá. Um dia, recebe uma carta desesperada da tia Marta, de 93 anos, que mora sozinha em Paris. Fiona pega o primeiro voo. Quando chega, descobre que a tia sumiu. Sem falar francês, sem plano e sem dinheiro, ela se mete em uma sucessão de confusões na capital francesa.
É nesse caos que aparece Dom, um sem-teto egoísta e absurdamente sedutor, que decide acompanhá-la contra a vontade dela. A dupla vai atravessar Paris em meio a mal-entendidos, perseguições, roupas perdidas e encontros com personagens excêntricos, em uma história que mistura três gerações perdidas — literalmente — na cidade luz.
O filme é uma comédia física, quase muda em vários momentos, conduzida pela dupla Fiona Gordon e Dominique Abel, que também assinam a direção.
Estreia e legado
Perdidos em Paris é um longa francês de 2016, mas chegou ao Brasil apenas em 6 de agosto de 2020, em plena pandemia, com distribuição da Pandora Filmes. Chegou discretamente, com sessões limitadas, o que ajuda a explicar por que tanta gente nunca ouviu falar dele.
É o terceiro longa da parceria entre Fiona Gordon e Dominique Abel, depois de Rumba (2008) e La fée (2011). Os dois mantêm um estilo próprio, quase circense, comédia corporal que lembra Buster Keaton e Jacques Tati. A presença de Emmanuelle Riva, indicada ao Oscar por Amor (2011), e de Pierre Richard, lenda da comédia francesa, dá ao filme um peso afetivo raro para o gênero.
Não levou grandes prêmios, mas cultiva uma base fiel no circuito de cinema de arte. Hoje é lembrado como um dos títulos mais leves e simpáticos do catálogo francês recente.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o humor físico é genuíno, sem grosseria, e arranca risadas reais em sequências como a da corrida no metrô e a do apartamento bagunçado. Fiona Gordon tem uma expressão de pânico cômico que segura cenas inteiras nas costas.
Ponto alto: Emmanuelle Riva e Pierre Richard elevam qualquer frame em que aparecem, dando densidade emocional a um filme que poderia ser apenas pastelão.
Ponto fraco: o terceiro ato perde fôlego. A história se alonga para resolver o mistério da tia Marta, e a graça visual diminui. Quem espera piada a cada minuto vai sentir o ritmo cair.
Ponto fraco: quem não curte comédia silenciosa, de expressão e gag, pode achar o filme lento. Não é blockbuster, é cinema de festival.
Curiosidades dos bastidores
- O filme foi rodado em Paris com atores não profissionais em papéis de figurantes, reforçando o tom de comédia popular.
- Emmanuelle Riva gravou suas cenas em poucos dias por questão de saúde — ela viria a falecer em 2017, dois anos depois de Amor.
- Pierre Richard topou participar depois de assistir à trilogia anterior da dupla, e fez todas as suas cenas de gag físico sem dublê.
Perguntas frequentes
Perdidos em Paris tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos, de forma limpa, sem extras ou teasers escondidos.
Perdidos em Paris é o mesmo que Lost in Paris (2017)?
Não. Lost in Paris é outra comédia, com Fiona Gordon e Dominique Abel, lançada em 2017 e às vezes confundida com Paris pieds nus no Brasil.
Perdidos em Paris é indicado para crianças?
Tem classificação 12 anos. Por ser basicamente mudo em várias cenas, funciona bem para pré-adolescentes que acompanham humor visual, mas exige alguma leitura de situação.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédia física estilo Jacques Tati e Buster Keaton, que valorizam gag visual em vez de diálogo.
- Quem acompanha cinema de autor europeu, festivais como Cannes e Annecy, e conhece a trilogia de Fiona Gordon e Dominique Abel.
- Admiradores de Pierre Richard e Emmanuelle Riva, que querem ver os dois atores em registro mais leve, especialmente quem amou Amor (2011).
Título original: Paris pieds nus
País de origem: França
Data do lançamento: 06/08/2020
Distribuidora: Pandora Filmes
Diretor: Fiona Gordon, Dominique Abel
Principais atores: