Veja o trailer do filme Pequenos Guerreiros

Pequenos Guerreiros

Pequenos Guerreiros

Brinquedos com opinião própria

A ficção científica costuma partir de uma premissa simples: e se algo que deveria ser inofensivo ganhasse vontade própria? É exatamente o motor de Pequenos Guerreiros, longa de 1998 dirigido por Joe Dante.

A Globotech, conglomerado que vende armas para o governo dos EUA, decide diversificar e compra a Heartland, uma fábrica de brinquedos. O plano é criar figuras de ação realistas, com bateria de lítio e chip de comando, para brigar contra os Gorgonóides, alienígenas genéricos.

Os soldados viram realidade e o líder Chip Hazard entende, rápido, que humanos também servem como alvo. O roteiro troca o brilhantinho pelo tiroteio e a criançada vira refém no próprio quarto.

Estreia e legado

Pequenos Guerreiros chegou ao Brasil em 1998, no rastro do boom de animações e brinquedos inteligentes que começou com Gremlins e explodiu em Jumanji.

O filme foi o carro-chefe da linha de brinquedos Comando Elite e Gorgonóides da Hasbro, que esgotou nas lojas antes mesmo do lançamento. Nos cinemas americanos, abriu em segundo lugar no fim de semana de estreia, atrás apenas de Armageddon.

Hoje é lembrado como cult dos anos 90, com revival em listas de nostalgia e na onda de filmes sobre brinquedos assassinos. Fãs citam o roteiro ácido de Gavin Scott, comédia ácida e crítica à cultura armamentista como trunfos que envelheceram bem.

Vale o ingresso?

Ponto alto: direção firme de Joe Dante, que equilibra tensão, humor e crítica sem perder o ritmo. Os efeitos práticos dos bonecos ainda impressionam, principalmente nas cenas com Chip Hazard e o Butch Meathook, e o elenco adulto entrega pilhéria consciente.

Ponto fraco: o terceiro ato mergulha no clichê do herói adolescente destemido, com reviravoltas de vilão megalomaníaco que já cansaram em 1998. Algumas piadas sobre a Globotech ficam datadas demais.

Curiosidades

  • A voz original de Phil Hartman no filme ficou tão boa que os executivos queriam trocá-la pela de um ator famoso; a esposa de Hartman convenceu Joe Dante a manter.
  • A fábrica interna de brinquedos da Heartland foi construída com base em moldes reais de empresas como a Mattel, o que gerou processo milionário da Hasbro e da própria Mattel contra a produção.
  • O roteiro original previa um final mais sombrio, com os brinquedos vencendo a batalha; o estúdio vetou por receio da classificação etária.

Perguntas frequentes

Pequenos Guerreiros vale a pena hoje em dia?

Vale. O filme envelhece melhor do que muitos blockbusters de 1998, especialmente pela crítica velada à corrida armamentista e pelo humor ácido que ainda funciona.

Pequenos Guerreiros tem cena pós-créditos?

Não tem cena pós-créditos. Os créditos finais mostram apenas fotos de bastidores e números habituais da produção.

Pequenos Guerreiros é baseado em Toy Story?

Não. O roteiro foi escrito por Gavin Scott, Ted Elliott e Terry Rossio, com produção da Amblin e DreamWorks, mas não tem ligação oficial com Toy Story, apesar da temática de brinquedos com vida própria.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ação com humor e crítica, que curtem filmes como Gremlins e o cinema de Joe Dante dos anos 80.
  • Adolescentes e nostálgicos dos anos 90 que tiveram Comando Elite e Gorgonóides na prateleira e querem revisitar com olhar adulto.
  • Curiosos pelo trabalho jovem de Kirsten Dunst, que aqui ensaia a atriz que brilharia em Entrevista com o vampiro e As Virgens Suicidas.