Sobre o que é Patient Zero
Um vírus transforma a humanidade em mortos-vivos com comportamento de matilha. No meio desse caos, surge Morgan, um homem que foi infectado, mas não perdeu a consciência.
Ele tem uma habilidade rara: consegue se comunicar com os zumbis, decifrar padrões na grunhidos e movimentos dos infectados.
A premissa usa o tropo clássico do apocalipse zumbi, mas tenta um diferencial: transformar o protagonista em uma espécie de tradutor entre vivos e mortos-vivos.
O longa é dirigido por Stefan Ruzowitzky e se sustenta como um suspense de ação com cara de B-movie bem produzido.
Quando estreou e por que foi direto para o streaming
Patient Zero foi lançado em 2018 nos Estados Unidos, mas não ganhou distribuição relevante no circuito de cinema. Chegou ao público brasileiro majoritariamente via locação digital e catálogo de streaming.
O longa passou por um caminho tortuoso: produção longa, refilmagens e marketing fraco da Sony Pictures. Resultado: quase nenhuma presença em festivais e ausência de premiações.
Hoje é lembrado como um curiosity piece do subgênero zumbi, não como um clássico cult. É citado mais pelos nomes do elenco do que pela qualidade em si.
Se você curte comparar a carreira dos atores, vale notar a presença de Matt Smith pouco antes de virar o Daemon Targaryen em A Bela e a Fera (2017) ao lado de Stanley Tucci.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a premissa do protagonista que fala com zumbis é genuinamente criativa, e o primeiro ato tem tensão real. O design dos infectados, em modo de matilha primata, é um dos visuais mais originais do terror zumbi dos anos 2010.
Ponto alto: Stanley Tucci rouba todas as cenas em que aparece, mesmo com pouco tempo de tela. Dá peso dramático ao elenco.
Ponto fraco: o roteiro entrega diálogos expositivos demais, com personagens explicando a própria trama uns aos outros. A ação no terceiro ato vira tiroteio genérico e o final é apressado.
Ponto fraco: o romance central entre Morgan e sua esposa não convence, comprometendo o peso emocional da missão.
Curiosidades de bastidores
- O roteiro circulou pela indústria por anos e teve várias reescritas antes da versão final, o que explica o tom irregular do filme.
- Agyness Deyn, presente no elenco, é mais conhecida como modelo e ex-punk de Manchester antes de migrar para a atuação.
- Matt Smith e Natalie Dormer já tinham contracenado em Mordecai (2015), mas em papéis sem relação.
Perguntas frequentes
Patient Zero (2018) é bom?
É um filme mediano. A premissa original e o visual dos zumbis compensam parcialmente o roteiro preguiçoso. Funciona para uma sessão sem compromisso, mas não vai virar favorito da sua lista.
Patient Zero tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma definitiva e não tem cena extra após os créditos. Pode levantar do sofá sem esperar.
Onde assistir Patient Zero online?
O título circulou em catálogos de aluguel digital e algumas plataformas de streaming. Consulte a aba de programação acima para ver a disponibilidade atualizada na sua região.
Pra quem é este filme:
- Fãs de apocalipse zumbi que já maratonaram The Walking Dead, 28 Days Later e Guerra Mundial Z e querem qualquer novidade do subgênero.
- Quem acompanha Natalie Dormer desde Game of Thrones e quer ver a atriz em papel de protagonista de terror.
- Curiosos pela filmografia do elenco britânico, incluindo John Bradley (Game of Thrones) e Clive Standen (Vikings).
Título original: Patient zero
País de origem: USA
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: Stefan Ruzowitzky
Principais atores: