Veja o trailer do filme Paternity Leave
Greg e Ken: o melhor e o pior da paternidade
Quatro anos de relacionamento, carinho em dia e rotina confortável. É nesse ponto que Greg (Jacob York) começa a passar mal sem motivo aparente: náuseas, humor instável e um mal-estar que insiste em ficar.
A insistência do parceiro Ken (Charlie David) leva Greg ao médico, e o diagnóstico vira a vida do casal de cabeça para baixo: Greg está grávido.
Dirigido por Matt Riddlehoover, Paternity Leave parte de uma premissa de ficção científica leve para entregar uma comédia sobre o que acontece quando duas pessoas precisam se reorganizar às pressas para receber um filho.
Mais do que a gravidez em si, o filme se concentra nas conversas, nos medos bobos e nas decisões práticas que transformam a rotina de um casal que achava que sabia tudo um do outro.
De 2017 para cá: um cult pequeno
Estreado em 16 de março de 2017, Paternity Leave chegou como produção independente de baixo orçamento e circulou em festivais voltados ao cinema LGBTQ+ antes de ganhar distribuição limitada em plataformas digitais.
O longa virou cult discreto entre fãs do diretor Matt Riddlehoover, que já tinha no currículo títulos como Judas Kiss, com público fiel em mostras e sessões especiais.
Não disputou grandes festivais nem o romance nas bilheteiras mainstream, mas continua sendo citado quando se fala em comédias românticas queer de produção enxuta.
Hoje, é lembrado como um experimento simpático que usa a fantasia da gravidez masculina para discutir parceria, vulnerabilidade e maturidade emocional.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a premissa é original, os diálogos soam honestos e a dupla protagonista tem uma cumplicidade que convence. O tom leve evita cair em dramão ou em piada fácil.
Ponto fraco: o ritmo é irregular, com alguns atos do meio que se arrastam. A produção simples e o orçamento limitado ficam visíveis em cena, o que exige paciência do espectador.
Bastidores em três notas
- A premissa foi pensada como uma inversão da comédia romântica tradicional, colocando um homem no centro de uma gravidez até então tratada como tema feminino.
- O longa foi rodado em locações reduzidas, o que reforçou a estética intimista e o tom de "quase peça filmada".
- Matt Riddlehoover escalou Charlie David depois de trabalhar com o ator em outros projetos do circuito queer.
Perguntas frequentes
Paternity Leave é uma comédia romântica?
Sim. Mistura romance e humor com um toque leve de ficção científica na premissa, mas o foco é a relação do casal.
O filme tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais encerram a história sem gancho ou cena extra.
Vale a pena assistir hoje?
Vale para quem curte comédias independentes e narrativas LGBTQ+ de baixo orçamento. Não espere grandes reviravoltas, mas a premissa compensa.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédias românticas independentes e de humor de situação com pegada caseira.
- Quem acompanha o circuito LGBTQ+ de festivais e curte obras de Matt Riddlehoover.
- Interessados em narrativas de ficção científica leve usadas para falar de parceria e amadurecimento.
Título original: Paternity Leave
País de origem: EUA
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Matt Riddlehoover
Principais atores: