Os Instrumentos Mortais - Cidade das Cinzas
O que esperar do filme
Clary Fray (Lily Collins) voltou. Depois de descobrir que descende de uma linhagem de Caçadores de Sombras, ela agora precisa entender as regras desse universo paralelo onde demônios, vampiros, fadas e lobisomens dividem as ruas de Nova York.
Neste segundo capítulo, baseado no livro City of Ashes de Cassandra Clare, o alvo é Valentine Morgenstern. Ele quer a Taça Infernal, um artefato capaz de transformar humanos em guerreiros contra Caçadores de Sombras.
Clary precisa deter o pai e ainda lidar com a mãe, Jocelyn (Lena Headey), presa em um coma induzido por magia. É a missão que coloca todo o grupo contra a parede.
Linha do tempo e legado
Os Instrumentos Mortais: Cidade das Cinzas chegou aos cinemas em agosto de 2013, pouco menos de um ano depois do primeiro longa. A produção foi mantida pela Constantin Film e pela Screen Gems.
O filme marcou um período curioso nas adaptações YA: vinha logo após o estouro de Crepúsculo, mas antes de a febre juvenil esfriar. Tentou emplacar uma nova franquia com mitologia própria, com runas, portais e política entre os seres sobrenaturais.
Apesar do marketing agressivo, o longa foi o último da série. O resultado de bilheteria, somado às críticas mornos, selou o destino da saga no cinema. Hoje, ela só continua na TV, com Shadowhunters, que ganhou novos fãs pela liberdade que a TV aberta oferece.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a escalação continua funcionando. Lily Collins tem aquele tipo de protagonista que carrega a câmera. Jamie Campbell Bower traz o carisma cruel que o vilão pede, e Lena Headey entrega uma presença maternal que segura as cenas dramáticas.
As sequências de ação, embora exageradas, têm identidade visual. O portal, as runas e os efeitos nas lutas contra demônios criam uma paleta própria que foge do visual sombrio de Crepúsculo.
Ponto fraco: o roteiro tenta cobrir demais. São muitos personagens, várias linhas narrativas e mudanças de tom bruscas. Para quem não leu a saga de Cassandra Clare, fica difícil acompanhar a mitologia da Taça Infernal e dos relacionamentos paralelos.
O ritmo irregular e a falta de tempo para respirar fazem a segunda metade pesar. Quem busca uma fantasia densa e bem amarrada, sairá frustrado.
Curiosidades dos bastidores
- O filme foi rodado em Toronto, que dobrou como Nova York, com direito a estúdio construído no Toronto Film Studios para reproduzir o Instituto e a Cidade dos Ossos.
- Harald Zwart, que havia dirigido o primeiro longa, voltou para a sequência, mantendo a equipe técnica e visual.
- Após a bilheteria morna, os direitos de adaptação migraram para a TV e se transformaram em Shadowhunters, que durou três temporadas.
Perguntas frequentes
Os Instrumentos Mortais: Cidade das Cinzas é sequência ou reboot?
É sequência direta de Cidade dos Ossos (2013). Continua a história da Clary, do Jace e do grupo a partir de onde o primeiro parou.
Preciso ter lido o livro para entender o filme?
Não é obrigatório, mas ajuda muito. A trama introduz novos conceitos, como a Taça Infernal, e expande a mitologia sem se dar ao trabalho de explicar tudo para novatos.
Tem cena pós-créditos?
Não. O filme fecha a narrativa principal e não usa o recurso. Quem fica até o final só verá a parte técnica da equipe.
Pra quem é este filme:
- Fãs da saga literária The Mortal Instruments que querem ver a adaptação na tela, mesmo com cortes.
- Quem cresceu com o ciclo YA dos anos 2010 e sente saudade de Crepúsculo, Percy Jackson e adaptações da Constance Fay.
- Curiosos de TV que assistiram Shadowhunters e querem comparar com a versão cinematográfica original.
Título original: The Mortal Instruments 2: City of Ashes
País de origem: EUA