A Premissa
Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, dois mil soldados britânicos estão encurralados na ilha de Kheros, na Grécia. Sem suprimentos e sem rota de fuga, eles dependem de um comboio naval que precisa passar por um ponto específico do Mar Egeu.
O problema é que esse trecho está sob a mira de dois canhões alemães gigantes, instalados na ilha vizinha de Navarone e protegidos por uma fortaleza inexpugnável. Para salvar os soldados, um pequeno grupo de operações especiais é reunido com uma missão suicida: escalar a montanha, infiltrar a base nazista e silenciar as peças de artilharia.
Baseado no best-seller de Alistair MacLean, o filme equilibra tensão militar, estratégia de campo e conflitos pessoais entre os integrantes do esquadrão.
Estreia e Legado
Os Canhões de Navarone chegou aos cinemas em 1961, produzido pela Columbia Pictures e filmado em locações na Grécia e em Gozo, Malta. O longa faturou cerca de 28 milhões de dólares em todo o mundo, um valor expressivo para a época.
Conquistou sete indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, e venceu na categoria de Efeitos Visuais pelo trabalho prático de explosions e miniaturas em escala real. Foi também indicado ao Globo de Ouro e ao BAFTA em diversas categorias técnicas.
Hoje é lembrado como um dos filmes de guerra mais influentes do pós-guerra, citado por cineastas como precursor de missões impossíveis que apareceriam depois em franquias como 007 e O Resgate do Soldado Ryan. Relançamentos em Blu-ray e streamings como Apple TV e Amazon Prime Video mantêm a obra acessível a novas gerações, e seu impacto visual ainda é estudado em cursos de cinema.
Vale o Ingresso?
Ponto alto: A escalada final da fortaleza, a interpretação de Gregory Peck e a fotografia de Oswald Morris em locações gregas criam uma tensão que envelhece muito bem.
O elenco também é um atrativo histórico: ver David Niven e Anthony Quinn dividindo a tela é um presente para cinéfilos.
Ponto fraco: O ritmo é mais lento do que o padrão atual e há momentos expositivos longos, típicos do cinema dos anos 1960. Quem espera edição fragmentada estilo Michael Bay pode estranhar.
Curiosidades de Bastidores
- As cenas da escalada foram filmadas em Navarone, mas as locações reais são na ilha de Gozo, em Malta, já que o verdadeiro rochedo não tinha estrutura para as câmeras.
- O autor Alistair MacLean, insatisfeito com a adaptação, escreveu em seguida o romance "Force 10 from Navarone" como uma espécie de resposta não-oficial ao roteiro.
- Gregory Peck, David Niven e Anthony Quinn eram tão famosos na época que o estúdio precisou negociar cachetes separados milionários, algo raro para um elenco conjunto nos anos 60.
Perguntas Frequentes
Os Canhões de Navarone é baseado em fatos reais?
Não. O romance de Alistair MacLean é ficção, mas foi inspirado em operações reais de comandos aliados no Mar Egeu, especialmente na ocupação das ilhas do Dodecaneso.
Qual a duração do filme Os Canhões de Navarone?
O longa tem 2 horas e 38 minutos, uma duração generosa típica dos épicos do início da década de 1960.
Os Canhões de Navarone tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com resolução fechada logo após os créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de filmes de guerra clássicos com ênfase em estratégia e não em espetáculo gráfico.
- Leitores de romances de espionagem e ficção militar, especialmente Alistair MacLean e Tom Clancy.
- Entusiastas de elencos de ouro do cinema dos anos 1960, com Gregory Peck, Richard Harris e Irène Papas no mesmo cartaz.
Título original: The Guns of Navarone
País de origem: Reino Unido
Diretor: Jack Lee Thompson, Alexander Mackendrick
Principais atores: