Veja o trailer do filme Os Brutamontes

Os Brutamontes

Os Brutamontes

Comédia Duração: 1h 32min

Sobre o que é Os Brutamontes

Doug Glatt é aquele tipo de cara que a família não sabe onde encaixar. Fã inveterado de hóquei sobre o gelo, ele sonha com a liga amadora, mas a realidade o prende no posto de segurança de um bar.

A virada vem por acaso: durante um jogo, ele entra no gelo e derruba um rival em uma das lutas tradicionais que pipocam durante a partida. O golpe é tão violento que o técnico de uma equipe da liga vê potencial ali.

Doug não sabe patinar direito, não tem técnica e mal entende tática. Mas toda vez que o apito toca e o sangue esquenta, ele acorda. O tipo improvável vira astro da torcida, e o time, que só queria um quebra-coco, ganha um símbolo.

A escalada até o topo tem um porém: do outro lado do gelo está Ross Rhea, o brutamontes lendário que Doug admira desde criança. É o tipo de confronto que define carreira — e cobra um preço alto.

Quando estreou e por que ainda rende

Os Brutamontes chegou aos cinemas em 2011, produzido no Canadá e distribuído no Brasil pela Vinny Filmes. Passou longe do circuito megapremiado, mas fez barulho suficiente para justificar uma sequência, Goon: Last of the Enforcers, lançada em 2017 com parte do elenco original.

O segredo da longevidade está no tom: o longa assume que hóquei menor é, antes de tudo, um show de pancadaria com público fiel, e abraça a brutalidade sem fingir que é outra coisa.

Hoje é lembrado como uma das comédias esportivas mais honestas dos últimos anos, citada em listas de filmes subestimados sobre esportes sangrentos. Quem descobre, em geral indica.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a dupla entre Seann William Scott e Liev Schreiber eleva qualquer cena em que dividem o quadro. Schreiber rouba todos os minutos em que aparece, e Scott encontra aqui um papel que finalmente escapa do carimbo Stifler que marcou sua carreira em American Pie - A 1ª Vez é Inesquecível.

As lutas no gelo são bem coreografadas, sujas no ponto certo, e a torcida do time soa como torcida de verdade, não como plateia de sitcom.

Ponto fraco: o terceiro ato aposta na fórmula "herói invencível na hora H" e não escapa de um final meio convencionado. O romance também é funcional, nunca convincente.

São 92 minutos, e esse tempo enxuto é uma virtude — Dowse não estica a musselina, mas também não aprofunda o universo da liga.

Curiosidades de bastidor

  • O roteiro foi coescrito por Jay Baruchel e Evan Goldberg, dupla que trabalharia depois em programas como Preacher e Teenage Mutant Ninja Turtles: Fora das Sombras.
  • Baruchel, fã declarado de hóquei, convenceu o estúdio a filmar muitas sequências em arenas reais da liga menor canadense, com torcedores de verdade no fundo.
  • Seann William Scott engordou cerca de 13 quilos para o papel, e boa parte da silhueta de Doug Glatt não é enchimento de terno.

Perguntas frequentes

Os Brutamontes é baseado em história real?

É inspirado em Doug Smith, ex-brigador real da liga menor, mas a trama, os nomes e o arco são ficcionais.

Tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com créditos rolando normalmente, sem cena extra ou teaser. Pode levantar da poltrona antes da luz acender.

É sequência de outro filme?

Não. É a primeira parte, lançada em 2011. A continuação, Goon: Last of the Enforcers, chegou em 2017, mas funciona como capítulo à parte, não como continuação direta.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de comédia adulta que não se importam com humor politicamente incorreto e torcem pelo idiota da história.
  • Apreciadores de esportes de contato e curiosos sobre a cultura do hóquei menor, com suas rivalidades regionais e brigas como espetáculo.
  • Quem curte buddy movies de improváveis, tipo de cara comum jogado num mundo de brutamontes profissionais.