Veja o trailer do filme Os Brutamontes
Os Brutamontes
Sobre o que é Os Brutamontes
Doug Glatt é aquele tipo de cara que a família não sabe onde encaixar. Fã inveterado de hóquei sobre o gelo, ele sonha com a liga amadora, mas a realidade o prende no posto de segurança de um bar.
A virada vem por acaso: durante um jogo, ele entra no gelo e derruba um rival em uma das lutas tradicionais que pipocam durante a partida. O golpe é tão violento que o técnico de uma equipe da liga vê potencial ali.
Doug não sabe patinar direito, não tem técnica e mal entende tática. Mas toda vez que o apito toca e o sangue esquenta, ele acorda. O tipo improvável vira astro da torcida, e o time, que só queria um quebra-coco, ganha um símbolo.
A escalada até o topo tem um porém: do outro lado do gelo está Ross Rhea, o brutamontes lendário que Doug admira desde criança. É o tipo de confronto que define carreira — e cobra um preço alto.
Quando estreou e por que ainda rende
Os Brutamontes chegou aos cinemas em 2011, produzido no Canadá e distribuído no Brasil pela Vinny Filmes. Passou longe do circuito megapremiado, mas fez barulho suficiente para justificar uma sequência, Goon: Last of the Enforcers, lançada em 2017 com parte do elenco original.
O segredo da longevidade está no tom: o longa assume que hóquei menor é, antes de tudo, um show de pancadaria com público fiel, e abraça a brutalidade sem fingir que é outra coisa.
Hoje é lembrado como uma das comédias esportivas mais honestas dos últimos anos, citada em listas de filmes subestimados sobre esportes sangrentos. Quem descobre, em geral indica.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a dupla entre Seann William Scott e Liev Schreiber eleva qualquer cena em que dividem o quadro. Schreiber rouba todos os minutos em que aparece, e Scott encontra aqui um papel que finalmente escapa do carimbo Stifler que marcou sua carreira em American Pie - A 1ª Vez é Inesquecível.
As lutas no gelo são bem coreografadas, sujas no ponto certo, e a torcida do time soa como torcida de verdade, não como plateia de sitcom.
Ponto fraco: o terceiro ato aposta na fórmula "herói invencível na hora H" e não escapa de um final meio convencionado. O romance também é funcional, nunca convincente.
São 92 minutos, e esse tempo enxuto é uma virtude — Dowse não estica a musselina, mas também não aprofunda o universo da liga.
Curiosidades de bastidor
- O roteiro foi coescrito por Jay Baruchel e Evan Goldberg, dupla que trabalharia depois em programas como Preacher e Teenage Mutant Ninja Turtles: Fora das Sombras.
- Baruchel, fã declarado de hóquei, convenceu o estúdio a filmar muitas sequências em arenas reais da liga menor canadense, com torcedores de verdade no fundo.
- Seann William Scott engordou cerca de 13 quilos para o papel, e boa parte da silhueta de Doug Glatt não é enchimento de terno.
Perguntas frequentes
Os Brutamontes é baseado em história real?
É inspirado em Doug Smith, ex-brigador real da liga menor, mas a trama, os nomes e o arco são ficcionais.
Tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com créditos rolando normalmente, sem cena extra ou teaser. Pode levantar da poltrona antes da luz acender.
É sequência de outro filme?
Não. É a primeira parte, lançada em 2011. A continuação, Goon: Last of the Enforcers, chegou em 2017, mas funciona como capítulo à parte, não como continuação direta.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédia adulta que não se importam com humor politicamente incorreto e torcem pelo idiota da história.
- Apreciadores de esportes de contato e curiosos sobre a cultura do hóquei menor, com suas rivalidades regionais e brigas como espetáculo.
- Quem curte buddy movies de improváveis, tipo de cara comum jogado num mundo de brutamontes profissionais.
Título original: Goon
País de origem: EUA
Distribuidora: Vinny Filmes
Diretor: Michael Dowse
Principais atores: