Veja o trailer do filme Orfeu

Orfeu

O mito de Orfeu vira samba no morro

Orfeu é a refilmagem brasileira do clássico Orphée (1950) de Jean Cocteau. A ideia central: pegar o mito grego de Orfeu e Eurídice e transplantá-lo para o coração popular do Rio de Janeiro.

Na trama, Orfeu é um compositor de samba vivido por Toni Garrido, casado com Eurídice (Patricia França). A vida no morro muda quando aparece a misteriosa Mara, que o arrasta para o mundo dos mortos pelo portal espelhado criado por Cocteau.

O longa mistura drama, romance e fantasia com a cadência do samba, do carnaval e da religiosidade afro-brasileira. A direção é assinada por Carlos Diegues, com o próprio Cocteau creditado como co-diretor.

Da tela francesa ao morro carioca

A estreia aconteceu em 1999, ainda que a data de catálogo do filme remeta a 1949, data do original francês. A escolha não foi gratuita: o longa chega ao Brasil em plena onda de produções populares dos anos 90, junto de títulos como Tieta do Agreste.

Foi um dos longas nacionais mais vistos da sua temporada, ajudou a projetar Toni Garrido como rosto de cinema e mostrou que o mito grego podia virar samba sem perder a poesia. Hoje, é lembrado como um dos experimentos mais curiosos do cinema brasileiro dos anos 90, e como uma das raras vezes em que o Brasil refilmou com respeito um clássico do cinema europeu.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a plasticidade visual. O portal espelhado de Cocteau ganha uma camada brasileira muito bem resolvida, e a presença do samba dá um ritmo próprio ao mito. Toni Garrido transita com naturalidade entre o palco e a câmera.

Ponto fraco: o ritmo é irregular. A comparação inevitável com o Orphée original de 1950 pesa, e algumas cenas dramáticas se alongam além do necessário.

Curiosidades de bastidor

  • O longa é uma refilmagem autorizada do clássico Orphée (1950), com o próprio Cocteau creditado como co-diretor.
  • Foi um dos primeiros grandes papéis de Toni Garrido como ator, fora do universo musical.
  • O portal espelhado, marca registrada de Cocteau, foi reconstruído em cenário carioca para ambientar a passagem para o mundo dos mortos.

Perguntas frequentes

Orfeu (1999) é a mesma coisa que Orphée (1950)?

Não. É uma refilmagem brasileira do clássico francês de Jean Cocteau, com mesma estrutura de mito, mas ambientada no Rio de Janeiro.

Quem dirige Orfeu?

A direção é de Carlos Diegues, com Cocteau creditado como co-diretor, em razão da refilmagem do seu próprio longa.

Orfeu tem cena pós-créditos?

Não. O filme encerra sua narrativa antes dos créditos finais, sem sequência extra.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de fantasia com根基 em mitologia grega e em releituras modernas do mito de Orfeu.
  • Quem acompanha o cinema brasileiro dos anos 90, especialmente os longas populares com pegada musical e cultural.
  • Espectadores interessados em fusões entre romance, cultura afro-brasileira e referências eruditas europeias.