Ópera na tela: Os dois Foscari

Ópera na tela: Os dois Foscari

12 Ópera Duração: 2h 9min

Uma tragédia política em Veneza, cantada do começo ao fim

A trama gira em torno de Francesco, o doge de Veneza, e seu filho Jacopo, exilado e chamado de volta para responder por crimes de traição. O problema é que Jacopo é inocente.

A peça mostra o desespero de uma família que tenta, em vão, reverter a sentença do Conselho dos Doze. Lucrecia, esposa de Jacopo, implora por clemência. Francesco, mesmo com todo o poder político, não consegue salvar o filho.

Esse é o fio condutor de Os dois Foscari, ópera de Giuseppe Verdi em três atos, baseada em Dog Francesco Foscari de Byron. A montagem registrada aqui é a produção da Royal Opera House de 2014, exibida em cinemas como parte do programa Ópera na Tela.

Estreia, repercussão e legado

A apresentação original foi em 2014, no Covent Garden, em Londres. A versão chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, como parte da temporada de transmissões ao vivo da Royal Opera House.

A obra em si estreou em 3 de novembro de 1844, em Roma, no Teatro Argentina. Foi a antecessora direta de Attila na carreira de Verdi, e costuma ser lembrada como uma das óperas mais sombrias e pessoais do compositor.

A montagem ganhou atenção por ter Plácido Domingo no papel do doge, um papel de barítono escrito originalmente para um tenor. A proposta da direção, assinada por Alvis Hermanis, usa uma cenografia minimalista e contemporânea, o que divide opiniões entre os puristas da ópera tradicional.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a performance vocal. O elenco principal está em excelente forma. Domingo traz a autoridade do doge com maturidade, sem forçar a emissão. Meli e Pirozzi sustentam os papéis com segurança técnica.

Ponto fraco: o desconhecimento do público. Os dois Foscari não é uma das óperas mais populares de Verdi, como La Traviata ou Aida. Quem nunca viu uma ópera pode achar lento.

A direção de Hermanis aposta em poucos elementos cênicos, o que exige concentração do espectador na música e no canto. Funciona bem, mas não é uma porta de entrada amigável para iniciantes.

Curiosidades dos bastidores

  • Plácido Domingo é tenor na vida real, mas canta o papel de Francesco como barítono, algo raro em sua carreira.
  • A direção de Alvis Hermanis é famosa no teatro europeu por usar espaços vazios e poucos objetos em cena.
  • O libreto é de Francesco Maria Piave, o mesmo colaborador de La Traviata e Rigoletto.

Perguntas frequentes

Os dois Foscari é ópera ou filme?

É a transmissão ao vivo de uma montagem de ópera, exibida em cinemas como parte do programa Ópera na Tela. A performance original é da Royal Opera House de Londres, de 2014.

Quem compôs Os dois Foscari?

Giuseppe Verdi compôs a obra em 1844, com libreto de Francesco Maria Piave, baseado em um texto de Lord Byron sobre o doge Francesco Foscari.

Tem cena pós-créditos?

Não. A sessão termina logo após a última cena, com os créditos finais. É uma apresentação ao vivo e não inclui conteúdo extra.

Pra quem é este filme:

  • Apaixonados por ópera que querem conhecer uma obra menos popular de Verdi
  • Fãs de Plácido Domingo interessados em vê-lo em um papel raro de barítono
  • Estudantes e profissionais de canto lírico buscando referência de interpretação

Título original: Ópera na tela: Os dois Foscari

Data do lançamento: 16/03/2017

Diretor: Alvis Hermanis

Principais atores: