Veja o trailer do filme O Troco
O que é O Troco e por que ainda funciona
Porter é um ladrão que aceita um trabalho simples: roubar uma gangue chinesa junto do parceiro Val. Quando o golpe rende menos do que o esperado, Val quer a parte inteira e arma a morte de Porter para ficar com tudo.
Sozinho, baleado e sem memória de onde escondeu a grana, Porter inicia uma caçada pessoal por 70 mil dólares que ele considera seus por direito. O roteiro de Brian Helgeland assume a voz dura do protagonista e mistura pancadaria com deboche sem pedir licença.
Linha do tempo e legado
Estreou nos cinemas brasileiros em março de 1999, um ano depois de ter passado batido nos EUA em 1998. Foi a primeira direção solo de Brian Helgeland, roteirista de L.A. Confidential, depois de uma refação polêmica que tirou metade do elenco original.
Hoje é lembrado como um cult do ação dos anos 90, com visual expressionista em tons frios e uma das interpretações mais sujas de Mel Gibson. Sem prêmio majoritário, mas com fama de sessão da madrugada que conquista pelo ritmo e pela ironia.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a voz em off de Porter. Ela transforma uma história simples de vingança em um passeio ácido pela marginalidade, com piadas certeiras sobre honra entre ladrões e sobre o próprio cinema de gângster.
Ponto alto: a sequência de abertura em preto e branco, registrada em ângulos tortos que viraram marca do filme e referência visual até hoje.
Ponto fraco: as personagens femininas existem mais como gatilhos da trama de Porter do que como gente. Maria Bello e Deborah Kara Unger entregam o que podem, mas o roteiro não lhes dá substância.
Ponto fraco: o terceiro ato aposta no confronto físico e perde parte do humor que sustenta a primeira metade.
Curiosidades rápidas
- O roteiro original previa um final com um urso de circo. A versão lançada em 1999 trocou o animal por um cachorro, depois de a refação cortar o tom mais sombrio.
- Mel Gibson filmou várias cenas de briga com gripe e 39ºC de febre, o que reforçou o visual suado do protagonista.
- A icônica abertura em preto e branco foi inspirada em fotos de crime de Weegee, com a Chicago real virando personagem silencioso.
Perguntas frequentes
O Troco tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais sobem logo depois do último tiro, sem teasers ou cenas extras depois deles.
O Troco é baseado em algum livro?
Sim. O filme adapta o romance The Hunter, de Donald E. Westlake publicado sob o pseudônimo Richard Stark, mesmo universo do personagem Parker que já virou outros filmes.
Qual a diferença entre O Troco e Payback: Straight Up?
A versão Straight Up, lançada em DVD em 2006, é o corte original do diretor, com final alternativo, voz em off diferente e final mais melancólico que o lançamento de 1999.
Pra quem é este filme:
- Fãs de policial noir dos anos 90 que curtem anti-herói com voz irônica no estilo Scarface e trilha de cidade grande.
- Quem revê cinema da era pré-streaming em sessões curtas e gosta de detectar easter eggs de Mad Max e faroestes em cenários urbanos.
- Entusiastas de drama de vingança com humor seco, que valorizam protagonista canalha e reviravoltas de baixo orçamento bem costuradas.
Título original: Payback
País de origem: EUA
Data do lançamento: 26/03/1999
Distribuidora: Warner Bros
Diretor: Brian Helgeland
Principais atores: