O SONHO DA ÁGUA

O SONHO DA ÁGUA

Ficção Drama Duração: 1h 35min

Sobre o que é O Sonho da Água

Um jovem que trabalha em uma empresa de abastecimento de água tem o carro quebrado no meio de uma travessia pelo deserto. A pé, ele encontra um vilarejo praticamente vazio.

Lá, conhece um velho que se apresenta como o último morador do lugar. O idoso oferece ajuda, mas impõe uma condição: o rapaz precisa procurar uma nascente que ele acredita existir no subsolo.

A partir desse pacto, o filme dirigido por Farhad Mehran Far transforma a busca por água em metáfora sobre pertencimento, memória e o que resta quando uma comunidade se desfaz.

Estreia e legado

O Sonho da Água chegou aos cinemas do Irã em 2017, longe do circuito comercial massivo. É uma obra de nicho, feita para festivais e mostras de cinema autoral.

No Brasil, circulou basicamente em mostras e acervos de drama iraniano, sem distribuição ampla. Não disputou grandes festivais como Cannes ou Veneza, mas dialoga diretamente com a tradição do cinema contemplativo do Irã.

Quem acompanha o trabalho de diretores como Abbas Kiarostami e Majid Majidi reconhece aqui a mesma atenção ao silêncio, ao espaço e à relação entre homem e paisagem árida.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a economia narrativa entre os dois protagonistas e a força simbólica do deserto iraniano, que funciona quase como um terceiro personagem.

Ponto alto: a maneira como a busca por água se sobrepõe à questão do abandono humano, sem didatismo.

Ponto fraco: o ritmo é lento de verdade, o que exige paciência. Não espere tensão nem reviravoltas.

Ponto fraco: o elenco, com Hossein Mahjoob e Payam Fazli, entrega performances contidas que reforçam o tom, mas podem parecer frias para quem não está acostumado com o estilo.

Curiosidades

  • O título original, Khab Ab, pode ser traduzido como "sonho com água" — uma pista direta sobre o eixo simbólico do roteiro.
  • O longa foi rodado em locações reais de vilarejos iranianos quase desabitados, reforçando a sensação de autenticidade do deserto.
  • A co-direção de Farhad Mehranfar aparece creditada em algumas fichas técnicas, o que gera confusão frequente sobre a autoria do projeto.

Perguntas frequentes

O Sonho da Água é bom? Sim, para quem curte cinema autoral e iraniano. É um drama lento, simbólico, com atuações contidas e visual forte do deserto. Não é um filme para quem busca entretenimento leve.

O Sonho da Água tem cena pós-créditos? Não. O longa termina de forma fechada, sem sequência adicional após os créditos.

O Sonho da Água vale a pena assistir? Vale se você gosta de ficção existencial e narrativas de baixo diálogo. Não vale se você prefere tramas ágeis ou resoluções dramáticas explícitas.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema iraniano contemporâneo, especialmente da linhagem de Abbas Kiarostami e Jafar Panahi.
  • Interessados em drama contemplativo, com diálogos mínimos e forte carga simbólica.
  • Espectadores que curtem ficção existencial sobre natureza, escassez e isolamento humano.