Veja o trailer do filme O SOL, O SOL ME CEGOU
O Sol, O Sol Me Cegou é sobre que tipo de fuga?
Rafal Mularz decidiu se tornar invisível. Não por doença, não por trauma, mas por opção.
O protagonista do longa dirigido por Anka Sasnal e Wilhelm Sasnal constrói uma vida à margem de tudo: sem ambição, sem desejo aparente, sem contato real com o outro.
É uma recusa radical do mundo. Até o dia em que aparece alguém ainda mais estranho que ele.
Um encontro que bagunça a paisagem interna desse anti-herói e devolve a pergunta: dá mesmo para se esconder de si mesmo?
De onde veio esse filme e por que ele importa
O Sol, O Sol Me Cegou (no original Slonce, to slonce mnie oslepilo) estreou em circuito alternativo no Brasil em 16 de março de 2017, com distribuição de baixíssimo alcance comercial.
A produção é assinada por Polônia e Suíça, um eixo que historicamente alimenta o cinema de arte europeu com obras de estranhamento calculado.
O filme circulou por festivais autorais da Europa e se tornou um objeto cult para quem acompanha o circuito de drama experimental contemporâneo.
Hoje, é lembrado justamente por aquilo que o título sugere: a luz que ofusca quem não está preparado para enxergar.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o olhar clínico dos diretores sobre a solidão escolhida. A direção é precisa, econômica, e usa o silêncio como material narrativo.
O elenco desconhecido do grande público — como Rafal Mackowiak e Malgorzata Zawadzka — funciona a favor do efeito de estranhamento, sem afetação.
Ponto fraco: o ritmo é lento de verdade. Não confundir contemplação com enrolação.
Quem espera reviravoltas vai sair frustrado. O filme aposta tudo na textura, não no plot.
Curiosidades dos bastidores
- O filme é co-dirigido pelo casal Anka e Wilhelm Sasnal, ela cineasta, ele pintor de renome internacional — a sensibilidade visual fica explícita em cada enquadramento.
- A obra é uma coprodução entre Polônia e Suíça, países com tradição forte em cinema autoral de viés filosófico.
- O título original faz referência direta a um poema polonês, reforçando a camada literária do projeto.
Perguntas frequentes sobre o filme
O Sol, O Sol Me Cegou é baseado em algum livro?
Não. O roteiro é original, assinado pelos próprios diretores Anka e Wilhelm Sasnal, embora dialogue com a tradição literária europeia sobre isolamento e identidade.
Qual a duração do filme?
São 74 minutos. Curto para os padrões do cinema europeu, mas suficiente para o que se propõe a contar.
O filme tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa termina antes mesmo dos créditos finais, sem gancho extra.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de arte europeu: quem devora retrospectivas de Polanski, Haneke e o cinema polonês contemporâneo vai se sentir em casa.
- Leitores de Dostoiévski e Kafka: a proposta de um homem que se esconde da própria humanidade dialoga direto com essa linhagem literária.
- Curiosos de narrativas contemplativas: fãs de filmes como BABY BUMP e Mundo Livre, que preferem atmosfera e simbolismo a plot twists.
Título original: Slonce, to slonce mnie oslepilo
País de origem: POLÔNIA, SUÍÇA
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Anka Sasnal, Wilhelm Sasnal
Principais atores: