Veja o trailer do filme O SOL, O SOL ME CEGOU

O SOL, O SOL ME CEGOU

O SOL, O SOL ME CEGOU

Ficção Drama Duração: 1h 14min

O Sol, O Sol Me Cegou é sobre que tipo de fuga?

Rafal Mularz decidiu se tornar invisível. Não por doença, não por trauma, mas por opção.

O protagonista do longa dirigido por Anka Sasnal e Wilhelm Sasnal constrói uma vida à margem de tudo: sem ambição, sem desejo aparente, sem contato real com o outro.

É uma recusa radical do mundo. Até o dia em que aparece alguém ainda mais estranho que ele.

Um encontro que bagunça a paisagem interna desse anti-herói e devolve a pergunta: dá mesmo para se esconder de si mesmo?

De onde veio esse filme e por que ele importa

O Sol, O Sol Me Cegou (no original Slonce, to slonce mnie oslepilo) estreou em circuito alternativo no Brasil em 16 de março de 2017, com distribuição de baixíssimo alcance comercial.

A produção é assinada por Polônia e Suíça, um eixo que historicamente alimenta o cinema de arte europeu com obras de estranhamento calculado.

O filme circulou por festivais autorais da Europa e se tornou um objeto cult para quem acompanha o circuito de drama experimental contemporâneo.

Hoje, é lembrado justamente por aquilo que o título sugere: a luz que ofusca quem não está preparado para enxergar.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o olhar clínico dos diretores sobre a solidão escolhida. A direção é precisa, econômica, e usa o silêncio como material narrativo.

O elenco desconhecido do grande público — como Rafal Mackowiak e Malgorzata Zawadzka — funciona a favor do efeito de estranhamento, sem afetação.

Ponto fraco: o ritmo é lento de verdade. Não confundir contemplação com enrolação.

Quem espera reviravoltas vai sair frustrado. O filme aposta tudo na textura, não no plot.

Curiosidades dos bastidores

  • O filme é co-dirigido pelo casal Anka e Wilhelm Sasnal, ela cineasta, ele pintor de renome internacional — a sensibilidade visual fica explícita em cada enquadramento.
  • A obra é uma coprodução entre Polônia e Suíça, países com tradição forte em cinema autoral de viés filosófico.
  • O título original faz referência direta a um poema polonês, reforçando a camada literária do projeto.

Perguntas frequentes sobre o filme

O Sol, O Sol Me Cegou é baseado em algum livro?

Não. O roteiro é original, assinado pelos próprios diretores Anka e Wilhelm Sasnal, embora dialogue com a tradição literária europeia sobre isolamento e identidade.

Qual a duração do filme?

São 74 minutos. Curto para os padrões do cinema europeu, mas suficiente para o que se propõe a contar.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. A narrativa termina antes mesmo dos créditos finais, sem gancho extra.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema de arte europeu: quem devora retrospectivas de Polanski, Haneke e o cinema polonês contemporâneo vai se sentir em casa.
  • Leitores de Dostoiévski e Kafka: a proposta de um homem que se esconde da própria humanidade dialoga direto com essa linhagem literária.
  • Curiosos de narrativas contemplativas: fãs de filmes como BABY BUMP e Mundo Livre, que preferem atmosfera e simbolismo a plot twists.

Título original: Slonce, to slonce mnie oslepilo

País de origem: POLÔNIA, SUÍÇA

Data do lançamento: 16/03/2017

Diretor: Anka Sasnal, Wilhelm Sasnal

Principais atores: