O Santo

O que é O Santo e por que ele ainda diverte

Em O Santo, acompanhamos a origem de Simon Templar, um ladrão internacional que usa nomes de santos como disfarce para aplicar golpes ao redor do mundo. A premissa mistura espionagem, romance e humor com um ritmo típico dos blockbusters dos anos 90.

Dirigido por Phillip Noyce, o longa coloca Val Kilmer no papel central, atuando sozinho em múltiplas personas. A história parte de um roubo aparentemente simples e escala para um conflito geopolítico envolvendo fusão a frio.

Para quem gosta de ação com cérebro e charme, é uma sessão leve que envelhece razoavelmente bem.

Quando O Santo chegou às telas

Lançado em abril de 1997, O Santo foi mais um veículo de estrela pós Top Gun: Ases Indomáveis para Val Kilmer, que vinha de Coração Valente e de Batman Eternamente. Chegou aos cinemas brasileiros ainda no primeiro semestre daquele ano, com distribuição massiva e forte campanha de marketing.

O filme faturou cerca de 169 milhões de dólares no mundo, um resultado sólido considerando o orçamento modesto para um blockbuster da época. Foi indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora por Graveyard Shift, do também diretor Graeme Revell.

Hoje, é lembrado como um exemplar curioso do cinema de espionagem pré-internet, quando ladrões de terno e disfarce elegante ainda dominavam a tela grande.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Val Kilmer é o filme. Ele interpreta pelo menos cinco personagens diferentes, cada um com voz, postura e sotaque distintos, sustentando o ritmo sem precisar de muita ajuda do roteiro.

A direção de arte capricha nos disfarces e nas locações europeias, criando um visual de catálogo de viagem que combina perfeitamente com a profissão do protagonista.

Ponto fraco: O romance central é funcional, mas genérico. A química entre Kilmer e Elisabeth Shue existe, mas o roteiro trata a relação como obstáculo à trama de espionagem, não como motor emocional.

O vilão de Rade Serbedzija também é subaproveitado, mais caricato do que ameaçador de verdade.

Curiosidades dos bastidores

  • Val Kilmer chegou a usar um dispositivo de garganta para interpretar o sotaque russo do personagem "Ilya".
  • As filmagens passaram por Moscou, Londres, Oxford e Berlim, reforçando a pegada de thriller internacional.
  • A trilha sonora do filme foi composta por Graeme Revell e indicada ao Oscar de 1998, perdendo para o trabalho de James Horner em Titanic.

Perguntas frequentes sobre O Santo

O Santo tem cena pós-créditos?

Não. Os créditos finais começam imediatamente após a última cena, sem teasers ou ganchos extras.

O Santo é baseado em alguma obra literária?

Sim. O personagem Simon Templar foi criado pelo escritor Leslie Charteris em 1928 e já ganhou séries de TV, rádio e filmes antes desta versão.

O Santo (1997) tem continuação?

Não. Apesar do sucesso comercial, a Paramount nunca produziu uma sequência direta. O projeto ficou parado até a ideia ser retomada como reboot em outros formatos.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de thrillers de espionagem estilo anos 90, com heróis de terno e revólver escondido no chuveiro.
  • Quem curte filmes de ladrões cavalheiros e misses impossíveis, vibe próxima de 007 sem a rigidez britânica.
  • Apaixonados por romance com cenário internacional, vilões russos pós-Guerra Fria e reviravoltas em Moscou, Berlim e Oxford.