Veja o trailer do filme O Roubo da taça
Do aperto financeiro ao plano mais absurdo do futebol brasileiro
Paulo Tiefenthaler vive Peralta, corretor de seguros que está no vermelho. A namorada Dolores, interpretada por Taís Araújo, dá o ultimato: ou casa ou acabou. As dívidas batem à porta e a conta não fecha.
É nessa hora que acende a lâmpada. Peralta bolota o tipo de plano que só funciona no cinema: roubar a Taça Jules Rimet direto do cofre da CBF. Para a missão, arrasta o amigo Borracha, sujeito leal mas sem a mínima condição intelectual de ajudar.
Dirigido por Caíto Ortiz, o filme parte de um caso real e transforma o golpe em ação de mascate. É comédia brasileira escrachada, com cara de bairro e timing de piada direto ao ponto.
Estréia, carreira e o lugar do filme na comédia nacional
Chegou aos cinemas em 08 de setembro de 2016, pela Downtown Filmes, com 85 minutos de duração e classificação 12 anos. A base real é o famoso sumiço da Taça Jules Rimet em 1983, caso que virou quase lenda urbana no Rio de Janeiro.
Não disputou festival nem disputou Oscar. O foco era o circuito comercial, aproveitando o frescor do futebol como tema e o elenco de apelo popular. Participações como as de Milhem Cortaz, Stepan Nercessian e Mr. Catra reforçaram o tom de variedade.
Hoje, é lembrado como típico exemplar da comédia de golpe tupiniquim, na linhagem de O Lobo Atrás da Porta em versão bem mais leve. Não marcou época, mas cumpre o papel de passar o tempo com a cara do Brasil.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco se entrega à caricatura. Paulo Tiefenthaler carrega o protagonista com timing cômico afinado, e o amigo Borracha rouba as cenas com direito a piadas físicas que funcionam.
Ponto fraco: o roteiro segura bem a primeira hora, mas apressa o desfecho. Algumas piadas dependem de estereótipos batidos do universo futebolístico e cansam antes do final.
No saldo, é sessão pipoca honesta, com cara de TV aberta de domingo. Não reinventa a comédia nacional, mas diverte.
- O caso é inspirado no desaparecimento da Taça Jules Rimet em 1983, no Rio de Janeiro, nunca totalmente esclarecido.
- Caíto Ortiz, o diretor, é o mesmo de O Que Se Move e A Bruta Flor do Querer, ambos com pegada autoral.
- O rapper Mr. Catra faz uma participação especial, reforçando o tom de mistura entre criminalidade e humor popular.
Perguntas frequentes sobre O Roubo da Taça
O Roubo da Taça é baseado em fatos reais?
Sim. O filme parte do caso do desaparecimento da Taça Jules Rimet em 1983, quando o troféu foi furtado da sede da CBF e nunca mais recuperado.
Quem dirige O Roubo da Taça?
A direção é de Caíto Ortiz, mesmo diretor de O Que Se Move e Pixinguinha - Um Homem Carinhoso.
O Roubo da Taça tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos relevante. Após os créditos finais, o filme encerra sem gancho extra.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédias brasileiras escrachadas com elenco de TV e cinema popular.
- Apaixonados por futebol que curtem reviver casos bizarros da história do esporte.
- Quem procura um filme de ação leve, sem violência pesada, para assistir em grupo.
Título original: O Roubo da taça
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 08/09/2016
Distribuidora: Downtown Filmes
Diretor: Caíto Ortiz
Principais atores: