Veja o trailer do filme O Retrato de Dorian Gray
Sobre o que é O Retrato de Dorian Gray
Na Londres vitoriana do século XIX, um rapaz de beleza rara é apresentado à alta sociedade por um aristocrata cínico. Ben Barnes interpreta esse jovem ingênuo que cai de cabeça nos prazeres da cidade.
Convocado para imortalizar o rosto do protagonista em uma tela, o pintor Basil Hallward cria um retrato devastadoramente realista. Ao se ver no quadro, o rapaz faz um pacto sombrio: trocar a própria alma para que a juventude fique congelada na pintura.
A partir daí, ele não envelhece. Mas cada pecado, cada crueldade, cada ano de libertinagem vai sendo transferido para o retrato — que apodrece no sótão conforme o homem se torna mais monstruoso por dentro.
Estreia e legado
Lançado nos cinemas brasileiros em 25 de março de 2011, o longa dirigido por Oliver Parker (o mesmo de Othello e O Grande Truque) é a terceira adaptação cinematográfica do romance de Oscar Wilde, e a primeira a investir em horror explícito para traduzir a deterioração moral do protagonista.
Passou quase despercebido nas bilheterias e foi recebido de forma morna pela crítica, mas encontrou um público fiel entre leitores do livro e fãs do Colin Firth no papel do Lord Henry Wotton.
Hoje, o filme vive como uma curiosidade cult: bonito de se ver, irregular no ritmo, mas com um retrato digital que envelhece melhor do que muitos blockbusters do mesmo ano.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Ben Barnes entrega um Dorian magnético, e os efeitos práticos e digitais do retrato envelhecendo são genuinamente perturbadores — cenas fortes de putrefação que arrancam reações reais do espectador.
Colin Firth saboreia cada frase cáustica como Lord Henry, e a direção de arte recria a Londres vitoriana com vigor.
Ponto fraco: o roteiro sacrifica as camadas filosóficas e irônicas de Wilde em favor de um terror genérico. Personagens secundários como Emily Wotton e Sibyl Vane perdem densidade.
O ritmo oscila: o primeiro ato é elegante, mas a reta final corre demais para os sustos visuais em vez de trabalhar o arrependimento moral.
Curiosidades
- O romance de Oscar Wilde já ganhou mais de 30 adaptações entre cinema, TV e teatro, mas esta é a primeira a mostrar o retrato com efeitos de maquiagem e CGI em tempo real.
- Ben Barnes tinha 29 anos nas filmagens e precisou manter a pele praticamente sem poros para a juventude eterna de Dorian — o que exigiu horas diárias de maquiagem na etapa inicial.
- Colin Firth e Rebecca Hall, que interpreta Emily Wotton, tinham acabado de gravar Vicky Cristina Barcelona juntos para Woody Allen.
Perguntas frequentes
O Retrato de Dorian Gray de 2011 é fiel ao livro?
É uma adaptação livre. Mantém a premissa do pacto e o retrato amaldiçoado, mas transforma o terror psicológico de Wilde em terror visual e adiciona cenas de violência que não existem no romance original.
O filme é muito pesado para menores?
Sim. Tem cenas de mutilação, suicídio e conteúdo sexual explícito. Não é recomendado para menores de 16 anos.
Tem cena pós-créditos?
Não. A história termina com a cena final do retrato e pode-se sair do cinema assim que os créditos começam a subir.
Pra quem é este filme:
- Fãs de fantasia gótica que curtem pactos com o diabo e tragédias vitorianas (o mesmo público de O bom gigante amigo e Christine).
- Leitores de Oscar Wilde e de romances como Drácula, que querem ver a degradação pela corrupção humana adaptada com liberdade.
- Admiradores de Colin Firth no período pré-Discurso do Rei, interessados em ver o ator em registro mais venenoso e elegante.
Título original: The Picture of Dorian Gray
País de origem: EUA
Data do lançamento: 25/03/2011
Diretor: Oliver Parker, Albert Lewin
Principais atores: