Veja o trailer do filme O Reino dos Gatos
O Reino dos Gatos e o convite que muda a vida de Haru
Haru é o tipo de estudante que vive atrasada, tropeça na própria rotina e mal presta atenção no que está ao redor. Até o dia em que resolve frear o trânsito para salvar um gato de ser atropelado.
O gatinho agradecido se levanta nas duas patas e fala. Haru foge em pânico, achando que enlouqueceu. De noite, descobre que não enlouqueceu: é só o começo de uma confusão bem maior.
Um cortejo de gatos aparece na sua janela trazendo o próprio Rei dos Gatos, que veio pessoalmente retribuir o favor. A recompensa vem no dia seguinte, e aí o caos se instala de vez.
Para resgatar sua vida normal, Haru precisa entrar no mundo felino e encarar o que o destino准备了 para ela. O Hiroyuki Morita dirige com o equilíbrio típico do Studio Ghibli entre ternura e crítica social.
Estreia e legado nos cinemas brasileiros
Estreou no Japão em julho de 2002 e chegou ao Brasil em 13 de fevereiro de 2004, ganhando distribuição pela Europa Filmes. Foi apresentado em festivais internacionais antes de entrar em circuito comercial, aproveitando a onda de popularidade de Meu Vizinho Totoro e A Viagem de Chihiro.
Concorreu ao Annie Award de melhor animação e ajudou a firmar o nome do estúdio fora do circuito autoral. Fãs de anime e de obras do Ghibli costumam citá-lo como um dos títulos mais subestimados do catálogo, justamente por fugir do lado melancólico de títulos como Túmulo dos Vagalumes.
Em 2025, o filme voltou aos cinemas brasileiros em sessões especiais dentro do GHIBLI FEST - O Reino Dos Gatos, confirmando que ainda conquista público novo a cada geração.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a animação do Reino dos Gatos é um deleite visual. O design de produção mistura arquitetura inspirada em art nouveau europeu com a estética nonsense das ilustrações japonesas dos anos 1970, criando um mundo que parece um sonho febril.
Os gatos-cartomante, o bar deformado de rock e os jogos de palavras visuais são puro deleite. O humor funciona até para quem não conhece cultura pop japonesa.
Ponto fraco: o terceiro ato acelera a resolução de forma abrupta. Alguns conflitos centrais, como a relação de Haru com os próprios pais, são citados e largados sem desdobramento. Quem busca complexidade emocional encontra, mas em doses curtas.
Curiosidades dos bastidores
- O roteiro foi escrito por Reiko Yoshida, mesma roteirista de A Viagem de Chihiro, e precisou de cerca de cinco anos de desenvolvimento até ser aprovado pelo estúdio.
- O design do Baron foi inspirado nos cartazes art nouveau do tcheco Alphonse Mucha, especialmente nas figuras femininas longas e esguias adaptadas para um felino.
- A cena da Agência de Detetives Gato foi originalmente pensada para ser mais longa, mas foi cortada para manter o ritmo do terceiro ato — o material extra virou um curta independente.
Perguntas frequentes sobre O Reino dos Gatos
O Reino dos Gatos é um filme do Studio Ghibli?
Sim. Foi produzido pelo estúdio em 2002 e distribuído no Brasil em 2004, com direção de Hiroyuki Morita.
Qual é a duração do filme?
Tem 75 minutos, uma das produções mais curtas do Ghibli, ideal para sessões infantis ou maratonas.
O Reino dos Gatos tem relação com A Viagem de Chihiro?
Não tem ligação direta de roteiro, mas compartilha a mesma roteirista e a estética de mundos paralelos regidos por regras próprias. São obras-primas do festival de animação.
Pra quem é este filme:
- Fãs de animação japonesa que já passaram por todas as obras óbvias do Ghibli e buscam títulos menos badalados
- Quem gosta de fantasia com crítica social disfarçada de conto infantil, comédia física e humor nonsense
- Adultos que cresceram nos anos 2000 com a era de ouro dos animes e querem revisitar a nostalgia com os filhos
Título original: Neko no ongaeshi
País de origem: Japão
Data do lançamento: 13/02/2004
Diretor: Hiroyuki Morita
Principais atores: