Veja o trailer do filme O REI DOS BELGAS
O REI DOS BELGAS
O Rei dos Belgas e a monarquia em pane
O rei Nicolas III está em visita oficial a Istambul quando o mundo desmorona em duas frentes: a Valônia declara independência da Bélgica e uma tempestade solar derruba telefones, internet e espaço aéreo. Sem internet nem protocolo diplomático que funcione, ele aceita a ajuda improvável de um cineasta britânico e de uma trupe búlgara de cantoras populares para cruzar os Bálcãs por terra.
O ponto de partida já é um achado: um chefe de Estado preso no exterior, sem wi-fi, tentando salvar um país que talvez nem queira mais existir. Comédia dramática comDNA de road movie e pitada ácida de ficção especulativa.
Trajetória, festival e legado
King of the Belgians estreou em 2016 no Festival de Toronto, onde virou um dos títulos mais comentados da seção Contemporary World Cinema. A versão brasileira chegou em 16 de março de 2017, com distribuição limitada nas salas alternativas.
O longa levou o prêmio de melhor filme europeu no Festival de Lecce, além de menções em Rotterdam e Gand. Hoje é lembrado como uma das sátiras políticas europeias mais originais do ciclo pós-crise de 2008, citado com frequência em listas de melhores road movies políticos da década.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de Peter Brosens e Jessica Woodworth transforma a decadência institucional em comédia física, com direito a um monólogo tragicômico do rei sobre a irrelevância da monarquia belga. A travessia pelos Bálcãs funciona como crítica à burocracia europeia.
Ponto fraco: o roteiro acumula subtramas românticas e metalinguísticas que não fecham, e o ritmo oscila entre piadas certeiras e cenas que arrastam. A resolução política também escorrega no didatismo.
Curiosidades de bastidor
- O longa foi rodado em locações reais dos Bálcãs, com cooperação de cineastas locais e figurantes não profissionais em várias cenas de estrada.
- A ideia do roteiro nasceu da crise política belga de 2010-2011, quando o país ficou mais de 500 dias sem governo formado.
- Peter Van den Begin improvisou boa parte dos monólogos, a partir de textos preparados pelos diretores Peter Brosens e Jessica Woodworth.
Perguntas frequentes
O Rei dos Belgas é baseado em fatos reais?
Não. É uma ficção que se inspira na crise política belga de 2010-2011 e na paralisia institucional que marcou o país por mais de 500 dias sem governo formado.
Qual a duração do filme?
São 94 minutos, recorte enxuto típico das comédias dramáticas europeias de festival.
É indicado para quem gosta de qual cinema?
Para quem curte sátiras políticas, road movies europeus e obras como Belgica e Antes do Inverno.
Pra quem é este filme:
- Fãs de sátira política europeia: quem curte humor institucional, crítica à UE e títulos como D'Ardennen e Welp.
- Adoradores de road movies deslocados: trajetos com pouca infraestrutura, personagens fora do lugar e humor de situação seca.
- Leitores de ensaios sobre identidade nacional: obras que discutem fronteiras, símbolos e o esvaziamento do poder na União Europeia.
Título original: KING OF THE BELGIANS
País de origem: BÉLGICA, HOLANDA, BULGÁRIA
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Peter Brosens, Jessica Woodworth, Jessica Hope Woodworth
Principais atores: