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O Presente

O Presente

Drama Suspense Duração: 1h 48min

O Presente: o vizinho que ninguém pediu

Simon (Jason Bateman) e Robyn (Rebecca Hall) acabaram de se casar e decidem recomeçar a vida em uma casa nova na Califórnia.

No meio da arrumação, surge Gordo (vivido pelo próprio diretor, Joel Edgerton), um colega de ensino médio de Simon que aparece com um presente "para quebrar o gelo".

O gesto parece simpático, mas as visitas viram rotina, os presentes se acumulam e Robyn começa a notar detalhes estranhos. Um segredo do passado dos dois vem à tona e o clima de suspense toma conta da casa.

Em sua estreia como diretor, Edgerton constrói um drama psicológico que se passa, na maior parte, dentro de uma casa suburbana. O terror aqui é o silêncio entre três pessoas e a sensação constante de que algo está prestes a estourar.

Estreia e legado

O Presente chegou aos cinemas brasileiros em 3 de dezembro de 2015, com distribuição da Playarte Pictures. Foi a primeira incursão de Joel Edgerton como diretor, depois de anos como ator coadjuvante de peso em Hollywood.

O filme custou cerca de US$ 5 milhões e rendeu mais de US$ 58 milhões no mundo, um retorno raro para um suspense independente de baixo orçamento.

Apesar de não ter emplacado nas grandes premiações da temporada, recebeu elogios consistentes da crítica, com destaque para as atuações de Bateman, Hall e Edgerton, e virou referência entre os fãs do subgênero "thriller doméstico".

Dez anos depois, segue sendo indicado em listas de suspense subestimado dos anos 2010, ao lado de títulos como O Grande Truque (2006) e Christine (2017).

Vale o ingresso?

Ponto alto: a construção de tensão é cirúrgica. Edgerton usa enquadramentos apertados, cortes secos e uma trilha sonora que prefere o silêncio para deixar o espectador em estado de alerta. As atuações de Bateman e Hall sustentam qualquer dúvida sobre o roteiro.

Ponto alto: o roteiro sabe esconder suas cartas. A primeira metade funciona como um estudo de comportamento, e as revelações vão mudando o jogo sem apelar para sustos baratos.

Ponto fraco: o terceiro ato divide opiniões. A resolução é seca e propositalmente desconfortável, mas pode frustrar quem espera um desfecho mais "fechado" ou um confronto explícito entre as partes.

Ponto fraco: o ritmo deliberadamente lento exige paciência. Quem busca ação ou sustos tradicionais pode achar a proposta arrastada na primeira meia hora.

Curiosidades de bastidor

  • Joel Edgerton (Joel Edgerton) escreveu o roteiro originalmente como um curta-metragem, mas expandiu a história depois de sentir que o conceito cabia em um longa.
  • O filme foi rodado em sequência cronológica, algo raro em suspenses, para ajudar o elenco a manter a deterioração dos personagens de forma orgânica.
  • Jason Bateman (Jason Bateman) topou o papel justamente por ser o oposto de Arrested Development. Queria fazer algo que o público não associasse imediatamente à comédia.

Perguntas frequentes

O Presente tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina em um corte seco logo após a resolução da trama. Não há cena extra nem teaser após os créditos finais.

O Presente é baseado em uma história real?

Não. O longa é uma obra original de ficção escrita por Joel Edgerton, inspirada em situações genéricas de deslocamento e segredo suburbano, sem casos reais documentados.

Qual é a classificação etária de O Presente?

O Presente recebeu classificação indicativa de 14 anos no Brasil, por conteúdo de violência psicológica, tensão intensa e temáticas sensíveis. Não é recomendado para crianças ou adolescentes muito novos.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de suspense psicológico dos anos 2010, estilo O Grande Truque (2006) e Christine (2017), que preferem tensão crescente a jump scares.
  • Quem gosta de dramas de relacionamento que usam um segredo do passado como detonador, com clima parecido com Vicky Cristina Barcelona (2008).
  • Espectadores interessados em ver Joel Edgerton (Joel Edgerton) pela primeira vez atrás das câmeras, antes de projetos maiores como Êxodo - Deuses e Reis (2014) e O Bom Gigante Amigo (2016).