Veja o trailer do filme O Predestinado
O Predestinado
O Predestinado e o Paradoxo Perfeito do Cinema de Viagem no Tempo
Um agente temporal cansado encara sua última missão. Ele precisa encontrar o "Fizzle Bomber", um criminoso que espalhou morte por Nova York em 1975.
Ao longo dos anos, esse caçador viu de tudo. Mas nada o preparou para o encontro num bar com um sujeito estranho e melancólico, que diz ter uma história impossível para contar.
É aí que o longa dos irmãos Michael Spierig e Peter Spierig vira o jogo. O que começa como suspense de caçada vira um quebra-cabeça sobre identidade, destino e causalidade.
Baseado no conto "All You Zombies", de Robert A. Heinlein, o filme assume riscos narrativos que poucos ficções científicas se atrevem a tentar.
Do Cult Australiano ao Status de Clássico Moderno do Sci-Fi
O Predestinado estreou em 2014, produção australiana dos Spierig, e passou quase despercebido nas bilheterias. Custou cerca de 5 milhões de dólares e rendeu pouco mais de 7 milhões worldwide.
Foi nas plataformas de streaming, fóruns e no boca a boca que o filme ganhou fôlego. A crítica elogiou o roteiro engenhoso e a forma como o longa transforma um conceito literário complicado em algo relativamente acessível.
Hoje é citado ao lado de filmes como Gattaca - Experiência Genética como um dos sci-fi cerebrais mais subestimados dos anos 2010. Não levou Oscar nem prêmio de festival relevante, mas venceu o AACTA de Melhor Filme Australiano em 2015.
O legado é forte entre fãs de paradoxos temporais e continua aparecendo em listas de "filmes que mudam quando você assiste de novo".
Vale o Ingresso?
Ponto alto: o roteiro. O terceiro ato reorganiza tudo o que você achava que sabia. A montagem circular vira assinatura e a interpretação de Sarah Snook é o motor de tudo. Ela sustenta a reviravolta mais delicada do filme praticamente sozinha.
Ponto fraco: ritmo arrastado no primeiro ato. A ambientação de época e a conversa no bar pedem paciência antes do engrenagem narrativa engatar. Quem busca ação imediata vai estranhar.
O final é daqueles que divide a plateia: ou você sai maravilhado ou achando que é firula. Não tem meio-termo.
Curiosidades de Bastidores
- O roteiro é a terceira adaptação do conto "All You Zombies", de Robert A. Heinlein, publicado em 1959. As versões anteriores nunca foram concluídas.
- Sarah Snook interpretou cinco variações do mesmo personagem durante as filmagens, com direito a prótese física marcante no terço final.
- Ethan Hawke e os irmãos Spierig se entenderam rapidamente no set, mas o ator só aceitou o papel após ler o roteiro três vezes para confirmar que a lógica temporal funcionava.
Perguntas Frequentes sobre O Predestinado
O Predestinado tem cena pós-créditos? Não. O longa termina de forma definitiva, sem teaser extra. Pode levantar e sair tranquilo quando os créditos começarem.
Quem é o Fizzle Bomber em O Predestinado? Esse é justamente o mistério central do filme, e a resposta só faz sentido com a reviravolta do terceiro ato. Não dá para desvendar só com a sinopse.
O Predestinado é baseado em qual livro? O filme é uma adaptação livre do conto "All You Zombies", de Robert A. Heinlein, escritor americano referência da ficção científica dos anos 1950 e 1960.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ficção científica cerebral e paradoxos temporais, estilo Looper e Primer.
- Quem curte quebra-cabeças narrativos com reviravoltas que mudam o sentido da história.
- Apreciadores de adaptações literárias de autores clássicos do sci-fi, como Robert A. Heinlein e Philip K. Dick.
Título original: Predestination
País de origem: Austrália
Distribuidora: Sony
Diretor: Michael Spierig, Peter Spierig
Principais atores: