Um Pestinha Apaixonado
Em O Pestinha 3: Junior in Love, Junior troca as travessuras de berço por algo bem mais complicado: o amor. O moleque, já crescido, se encanta por Tiffany, a menina mais cobiçada do colégio, e decide fazer de tudo para chamar a atenção dela.
O problema é que Tiffany não é o tipo de garota que namora o perdedor da turma. Junior vai precisar encarar um rival endinheirado, astro mirim de televisão, que adora humilhá-lo em público e exibir a conta bancária do pai.
Com direção de Greg Beeman, o terceiro filme da franquia troca o tom全家renovação dos dois anteriores por uma pegada mais voltada ao high school americano, com direito a baile, rivalidade e confusões cada vez mais artificiais.
De Locadora ao Streaming: A Linha do Tempo de um Filme Esquecido
O Pestinha 3 chegou ao público em 31 de dezembro de 1995, mas não passou pelos cinemas. Foi lançado direto em vídeo, nos tempos áureos das locadoras, quando a fita VHS ainda reinava e um O Pestinha 2 (1992) sequelizadíssimo já era moeda corrente.
A distribuição ficou com a Universal Pictures, que claramente apostou no público cativo da franquia para emplacar mais um produto sem gastar com marketing pesado. A fórmula funcionou nos anos 90, mas deixou um legado fraco: hoje, o longa é lembrado mais como curiosidade nostálgica do que como clássico do cinema pipoca.
Não há indicação de que o filme tenha recebido qualquer atenção relevante de premiações. O título não competiu em festivais, não foi indicado ao Oscar e, com o tempo, virou praticamente invisível até para os fãs mais dedicados de comédia familiar. Hoje, ele vive mais como peça de arqueologia televisiva do que como referência cultural.
Vale o Ingresso?
Ponto alto: o carisma residual de Junior como anti-herói pastelão. Quem cresceu com os dois primeiros filmes reconhece o personagem e torce por ele, mesmo quando as piadas perdem força.
Ponto fraco: roteiro repetitivo e humor datado. As situações envolvendo o rival rico viram um festival de clichês de sitcom americana, sem a perversidade esperta que fez o primeiro O Pestinha funcionar.
Comparado a Mudança de Hábito (1992), que também mistura colégio e humor familiar com muito mais apuro, este terceiro filme parece um episódio esticado de série B.
Curiosidades de Bastidor
- O longa foi pensado para o mercado direto de vídeo, e isso se reflete no orçamento enxuto, no elenco quase todo desconhecido e no visual quase sitcom de TV.
- É o único filme da trilogia sem a presença de Michael Oliver, o Junior original, que não voltou para o papel na terceira produção.
- A direção de Greg Beeman é marcada pelo trabalho em séries de TV, o que explica o ritmo mais episódico e menos cinematográfico.
Perguntas Frequentes
O Pestinha 3 passou nos cinemas? Não. O filme foi lançado diretamente em VHS no fim de 1995, fora do circuito de salas. Por isso, não há registros de bilheteria para comparar com os longas anteriores da franquia.
O Pestinha 3 tem cena pós-créditos? Não há cena pós-créditos. O longa termina de forma convencional, sem gancho extra ou participação surpresa, e nunca ganhou continuação oficial.
Quem é o vilão do filme? O principal antagonista é um colega de classe rico e astro mirim de televisão, criado para ser o contraponto perfeito de Junior, do guarda-roupa à conta bancária. Ele é interpretado por Sherman Howard nas pontas adultas da história.
Pra quem é este filme:
- Fãs da trilogia O Pestinha que querem completar a coleção, mesmo sabendo que o terceiro é o elo mais fraco.
- Quem coleciona VHS originais dos anos 90 ou curte ver como a comédia familiar era tratada antes do domínio do streaming.
- Amantes de filmes familiares datados, do tipo que passam madrugada adentro em canais de reprises e nostalgia.
Título original: Problem Child 3 : Junior in Love
País de origem: EUA
Data do lançamento: 31/12/1995
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Greg Beeman
Principais atores: