Veja o trailer do filme O Mestre e o Divino

O Mestre e o Divino

O Mestre e o Divino

Documentário Duração: 1h 23min

O que é O Mestre e o Divino

Dois cineastas. Uma aldeia. Décadas de história filmada. O documentário O Mestre e o Divino parte de Sangradouro, em Mato Grosso, para contar uma história fora do catálogo habitual do cinema brasileiro.

De um lado está Adalbert Heide, missionário alemão que ligou a câmera Super-8 assim que aconteceu o contato com os Xavante, em 1957. Do outro está Divino Tserewahu, cineasta Xavante que produz para TV e festivais desde os anos 1990.

O longa dirigido por Tiago Campos coloca esses dois personagens lado a lado e mostra a relação entre eles: cumplicidade, competição, ironia e emoção, tudo filmado.

Quando estreou e por que ele importa

O Mestre e o Divino chegou aos cinemas brasileiros em 17 de novembro de 2016, dentro de um circuito de documentários autorais que costumam circular entre mostras, festivais e sessões pontuais.

O filme dialoga com um debate que nunca deixou de ser urgente: a forma como a imagem foi usada — e segue sendo usada — para registrar a relação entre missões religiosas e povos indígenas no Brasil.

Mesmo sem ter virado blockbuster, o longa encontrou espaço em festivais universitários, mostras de cinema indígena e debates sobre antropologia visual, ganhando um público fiel entre pesquisadores e estudantes.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o encontro entre Adalbert e Divino funciona como um espelho. O missionário que filmou para documentar o trabalho da missão, e o cineasta Xavante que herdou a câmera para contar a própria história. O filme não escolhe lado, e isso é o melhor dele.

Ponto fraco: quem espera um documentário didático, com narração explicando contexto, vai estranhar. A narrativa se constrói pelos personagens, pelas imagens de arquivo e pelo silêncio entre as falas.

Em 83 minutos, o longa entrega uma reflexão sobre quem controla a lente — e o que isso muda quando a câmera muda de mão.

Curiosidades de bastidores

  • As filmagens originais de Adalbert foram feitas em Super-8, formato doméstico e raro no contexto de missões da época.
  • Divino Tserewahu é um dos nomes centrais do movimento de cinema indígena no Brasil, com obras exibidas em festivais internacionais.
  • O longa foi gravado na própria aldeia de Sangradouro, com a comunidade Xavante participando da produção.

Perguntas frequentes

O Mestre e o Divino é ficção ou documentário?

É um documentário. A história parte de fatos reais, imagens de arquivo e entrevistas com os dois cineastas em cena.

Onde o filme se passa?

Na Terra Indígena de Sangradouro, em Mato Grosso, onde está localizada a aldeia Xavante citada ao longo do documentário.

Tem cena pós-créditos?

Não. O encerramento é seco, coerente com o estilo contido do longa. Não vale esperar nenhum extra depois dos créditos finais.

Pra quem é este filme:

  • Interessados em cinema indígena brasileiro e na produção audiovisual feita por povos originários.
  • Pessoas que estudam antropologia, comunicação, missões religiosas e história do contato no Brasil central.
  • Curiosos por filmes de arquivo e retratos de personagens reais conduzindo a própria narrativa.

Título original: O Mestre e o Divino

País de origem: Brasil

Data do lançamento: 17/11/2016

Diretor: Tiago Campos

Principais atores: