Veja o trailer do filme O Mar Não Está prá Peixe
O Mar Não Está prá Peixe
Do fundo do mar para a telona
Pê é um peixinho simpático e órfão que acaba de chegar a um recife de coral cheio de cores e personagens.
Ele só quer encontrar a tia Pérola, mas logo faz amizade com os moradores locais e se apaixona perdidamente por Cordélia, uma peixinha rosa que rouba a atenção de todo mundo.
O problema é que Troy, um tubarão arrogante e ciumento, também está de olho em Cordélia. Para proteger a moça e o recife, Pê precisa encarar o predador de uma vez por todas.
Dirigida por Howard E. Baker e John Foxx, a produção mistura comédia leve, romance juvenil e aquela rivalidade clássica do tipo “pequeno contra grande”.
É o tipo de animação que aposta no visual subaquático caprichado para conquistar o público mirim, com direito a corais, cardumes e vilão de dentes afiados.
Linha do tempo e legado
“O Mar Não Está prá Peixe” (título original Shark Bait) chegou aos cinemas brasileiros em 19 de janeiro de 2007, distribuídos pela Playarte Pictures.
O longa foi lançado em diversos países com nomes diferentes, como Happily N'Ever After foi trocar de marca para não confundir o público, já que aqui o foco era a aventura marinha.
Apesar de não ter emplacado nas premiações internacionais, o filme encontrou um público fiel em sessões infantis e no circuito doméstico de DVD, onde viveu seu auge.
Hoje ele é lembrado por quem cresceu vendo reprises na TV aberta e pelos pais que procuravam uma sessão curta, de 77 minutos, para distrair a criançada em casa.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o design de produção capricha nos cenários subaquáticos, com recifes de cores vibrantes, peixes de traços simpáticos e uma direção de arte que segura bem a pouca duração.
O humor físico e o triângulo amoroso Pê x Cordélia x Troy funcionam como motor da história e rendem algumas piadas visuais que fazem a molecada rir.
Ponto fraco: o roteiro é bem previsível, com mensagens ecológicas e de superação ditas de forma bastante mastigada.
Os vilões parecem saídos de um manual genérico de animação de baixo orçamento, e a dublagem brasileira varia entre aceitável e irregular.
Curiosidades
- O filme foi pensado inicialmente como “Pi’s Reef”, mas o título internacional acabou ficando Shark Bait, trocadilho com “shark bait” (isca de tubarão).
- A versão americana chegou a ser renomeada como Happily N'Ever After: Shark Bait em algumas home videos, para reaproveitar a marca da saga de fadas.
- A produção usou referências visuais de recifes do Caribe e da Austrália para colorir a direção de arte do fundo do mar.
Perguntas frequentes
“O Mar Não Está prá Peixe” é o mesmo que “Shark Bait”?
Sim. “Shark Bait” é o título original em inglês, lançado em 2006 nos Estados Unidos e no ano seguinte no Brasil pela Playarte.
Qual é a duração do filme?
São 77 minutos, bem abaixo da média das animações lançadas nos cinemas, o que ajuda a manter a atenção da criançada.
O filme tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos significativa. Os créditos finais rolam normalmente sem teaser escondido depois.
É uma animação para crianças pequenas?
Sim, é voltada principalmente para o público infantil, com temática leve, sem grandes sustos e mensagens ecológicas simples.
Pra quem é este filme:
- Crianças entre 4 e 9 anos que curtem animações subaquáticas estilo “Procurando Nemo”.
- Pais buscando sessão curta e leve de fim de semana, com temática marinha e mensagem ecológica básica.
- Fãs de animações de catálogo antigo, como Lego: As Aventuras de Clutch Powers e Unstable Fables: 3 Pigs & A Baby, que colecionam títulos B da animação familiar.
Título original: Shark Bait
País de origem: EUA
Data do lançamento: 19/01/2007
Distribuidora: PLAYARTE PICTURES
Diretor: Howard E. Baker, John Foxx