Veja o trailer do filme O Mágico de Oz
O Mágico de Oz — a fantasia que inventou as regras do cinema colorido
Em Kansas, Dorothy vive uma vida cinzenta na fazenda dos tios até ser arrastada por um tornado para a terra de Oz. Lá, aterrissa em cima da Bruxa Má do Leste e vira heroína sem querer — o que ela realmente quer é voltar para casa.
Para encontrar o Mágico, Dorothy atravessa a Estrada de Tijolos Amarelos ao lado de três personagens inesquecíveis: um Espantalho sem cérebro, um Homem de Lata sem coração e um Leão sem coragem.
No caminho, precisam fugir da Bruxa Má do Oeste, Margaret Hamilton assustando plateias desde 1939 com sua maquiagem verde e seu exército de macacos voadores.
Dirigido por Victor Fleming (o mesmo de E o Vento Levou), o filme mistura aventura, fantasia e musical em 101 minutos que mudaram Hollywood para sempre.
Uma estreia de 1939 que nunca saiu de cartaz
O Mágico de Oz chegou aos cinemas dos EUA em 25 de agosto de 1939 e desembarcou no Brasil em 18 de setembro do mesmo ano, distribuído pela MGM. Dividiu opiniões na estreia — o público não sabia se queria um musical e a crítica achou a trama simples demais.
A reviravolta veio com a televisão nos anos 50: a NBC comprou os direitos e passou a exibir o filme uma vez por ano, sempre em horário nobre. A geração que cresceu vendo Oz na TV transformou o longa em fenômeno cultural, relançado em cinemas a cada aniversário e reeditado em VHS, laserdisc, DVD e Blu-ray.
Concorreu a seis Oscares em 1940 e ganhou dois: Melhor Canção Original ("Over the Rainbow") e Melhor Trilha Sonora. Perdeu o de Melhor Filme para o próprio E o Vento Levou, também de Fleming.
Hoje, 85 anos depois, segue obrigatório em qualquer lista de filmes antigos essenciais. Cidadão Kane pode ser mais citado pela crítica, mas poucos longas têm o impacto popular de Oz.
Vale o ingresso? O que brilha e o que arranha
Ponto alto: a passagem do preto e branco do Kansas para o Technicolor de Oz continua arrancando um suspiro em 2024. É daqueles truques que envelhecem bem porque dependem de emoção, não de tecnologia.
As canções de Harold Arlen e E.Y. Harburg — Over the Rainbow, Follow the Yellow Brick Road, Ding-Dong! The Witch Is Dead — funcionam como ganchos de novela: grudam e não saem mais.
Ponto fraco: o ritmo do meio do filme patina um pouco na cena da floresta, e alguns efeitos práticos (os macacos voadores, por exemplo) denunciam a idade. São marcas de um longa com quase um século, não defeitos que comprometam a experiência.
Judy Garland tinha 16 anos nas gravações e entrega uma performance que mistura inocência e cansaço de adulta. Dá para sentir o peso dos bastidores em cada take.
Curiosidades dos bastidores
- Mais de 20 atores se candidataram ao papel de Dorothy, incluindo Shirley Temple. Judy Garland venceu o teste graças à sua voz.
- Os sapatos de rubi originais foram roubados do Museu Judy Garland em 2005 e recuperados 13 anos depois, em 2018, durante uma operação do FBI.
- O filme teve cinco diretores ao todo, mas Victor Fleming é o único creditado no cartaz. Entre os não creditados estão George Cukor, Mervyn LeRoy e King Vidor.
Perguntas frequentes sobre O Mágico de Oz
O Mágico de Oz tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina quando Dorothy acorda em Kansas e diz "There's no place like home". O encerramento é seco, sem teasers ou surpresas depois do título.
Quantos anos tem O Mágico de Oz?
O longa foi lançado em 1939, então tem 85 anos em 2024. Foi remasterizado em 4K para a edição definitiva em Blu-ray comemorativa.
Quantos Oscars O Mágico de Oz ganhou?
Concorreu a seis categorias e levou dois: Melhor Canção Original por Over the Rainbow e Melhor Trilha Sonora Original. Perdeu o de Melhor Filme para E o Vento Levou, também dirigido por Victor Fleming no mesmo ano.
Qual a classificação indicativa do filme?
É classificado como Livre. A violência é estilizada e a Bruxa assustava mais pelo visual do que por conteúdo explícito — o que o torna acessível para sessões com crianças a partir de 6 anos, desde que acompanhadas.
Pra quem é este filme:
- Fãs de fantasia e musicais clássicos que colecionam trilhas sonoras originais e já decoram roteiros de filmes de 1930 a 1960.
- Curadores de cinema obrigatório em sessões família que usam o filme como rito de passagem para apresentar Hollywood antigo às crianças.
- Entusiastas de cultura pop que reconhecem citações em V de Vingança, Coringa, Gravity Falls e em qualquer obra que brinque com heróis improváveis em jornadas coloridas.
Título original: The Wizard of Oz
País de origem: EUA
Data do lançamento: 18/09/1939
Distribuidora: Warner Bros
Diretor: George Cukor, Mervyn LeRoy, Norman Taurog, Victor Fleming., King Vidor
Principais atores: