Veja o trailer do filme O Invasor Americano
O Invasor Americano
O que é O Invasor Americano
Em Where to Invade Next, Michael Moore assume um papel curioso: o de um soldado que invade países estrangeiros em nome dos Estados Unidos. Só que, desta vez, ele não leva tropas — leva uma câmera.
O ponto de partida é uma crítica ao complexo militar-industrial americano. Moore declara que vai roubar boas ideias de outras nações para resolver os problemas dos EUA. O resultado é um documentário que viaja por países como Finlândia, Itália, Islândia e Eslovênia.
O tom é claramente satírico, com Moore narrando em primeira pessoa e debochando de políticas americanas que considera falhas. Ele mostra férias remuneradas generosas, universidades gratuitas, saúde universal e até presídios que parecem hotéis.
Estreia e legado
O documentário foi lançado em 2015 nos Estados Unidos, após passagem pelo Festival de Toronto. No Brasil, chegou aos cinemas em 2016, distribuído em circuito alternativo e plataformas digitais.
O filme arrecadou cerca de US$ 5 milhões em bilheteria global — número modesto para os padrões de Hollywood, mas consistente com a carreira de documentarista de Moore. Ele entrou no top 10 de documentários mais vistos de 2015 nos EUA.
Entre as premiações, o longa recebeu o prêmio de Melhor Documentário no Gotham Awards e indicações a prêmios da crítica especializada. Na televisão, foi indicado ao Emmy na categoria de Melhor Documentário de Não-Ficção em 2016.
Hoje, o título é lembrado como uma das obras mais otimistas de Moore. Depois de Capitalismo - Uma História de Amor e Fahrenheit 11 de Setembro, este filme marca uma virada para um humor mais leve, ainda que crítico.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a edição ágil e o humor de Moore funcionam bem. As sequências na Itália, com direito a fábrica que paga para os funcionários descansarem, e na Islândia, com mulheres líderes, rendem momentos memoráveis.
O filme também evita o pessimismo habitual do diretor. A sensação é de que soluções existem e estão ao alcance.
Ponto fraco: a abordagem é superficial. Moore passa rápido por cada país e mergulha pouco nos detalhes de cada política. Quem espera análise rigorosa vai sair frustrado.
Também incomoda o ufanismo invertido: o filme sugere que os EUA só importam miséria do mundo, ignorando conquistas próprias.
Curiosidades
- O título original Where to Invade Next é uma piada com a eterna presença militar americana no exterior.
- Moore financiou o filme de forma independente, sem apoio dos grandes estúdios, mantendo total controle editorial.
- A sequência na Finlândia sobre educação virou caso de estudo em faculdades de pedagogia pelo mundo.
Perguntas frequentes
O Invasor Americano é tendencioso?
Sim, o ponto de vista é claramente engajado. Moore admite desde o início que sua intenção é provocar debate, não apresentar neutralidade jornalística.
O filme tem cena pós-créditos?
Não. O encerramento é claro e o filme termina sem teasers extras.
É preciso ter visto outros documentários de Moore para entender?
Não. Where to Invade Next funciona como ponto de entrada. Para quem curtir, vale seguir por Michael Moore In TrumpLand e Roseanne For President!.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Michael Moore: quem já viu Sicko - S.O.S. Saúde e Tiros em Columbine vai reconhecer o estilo provocador do diretor.
- Interessados em política comparada: o documentário funciona como porta de entrada para discutir modelos europeus de bem-estar social.
- Curiosos sobre cultura escandinava: as cenas na Finlândia, Islândia e Noruega despertam interesse por esses países além dos clichês turísticos.