Veja o trailer do filme O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

14 Ação Fantasia Aventura Duração: 2h 24min

Sobre o que é O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Depois de Smaug ser derrotado por Bard sobre os telhados de Esgaroth, o verdadeiro problema começa. O ouro de Erebor fica destampado e todo mundo quer uma fatia.

É o capítulo final da trilogia que Peter Jackson tirou de um único livro fino da Terra-média. Aqui o eixo vira guerra declarada, não mais jornada. Martin Freeman segura o lado humano como Bilbo, tentando impedir o desastre. Já Thorin afunda na doença do ouro e a câmera não solta a obsessão dele por um segundo.

Quem entra esperando o clima leve de Uma Jornada Inesperada se prepare: a escala cresce, o tom pesa e o terceiro ato é praticamente um longa de batalha campal em Dol Guldur e na montanha.

Estreia e legado

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos chegou aos cinemas em 11 de dezembro de 2014, fechando um ciclo de quase 15 anos de fantasia épica em live-action iniciada com O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel.

A produção foi a mais cara da trilogia, com orçamento acima de 250 milhões de dólares. Mesmo dividindo opiniões entre fãs e crítica especializada, arrecadou mais de 950 milhões no mundo todo e emplacou pelo menos uma indicação ao Oscar, em Mixagem de Som.

Hoje é lembrado como o encerramento ambicioso de um projeto que esticou um livro de 300 páginas em três filmes. Tem sequências memoráveis, debates intensos sobre o drama do dragão e o peso de revisitar a Retorno do Rei logo depois.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a sequência da queda de Smaug sobre Esgaroth abre o filme no nível mais alto da trilogia. O trabalho de WETA na criatura, fogo, água e destruição é cinema de blockbuster em sua melhor forma.

A batalha final tem escala e momentos de impacto real, com direito ao confronto entre os cinco exércitos nomeado no título.

Ponto fraco: o terceiro ato pesa na cadeira. São quase 45 minutos de combate ininterrupto com CGI no limite, e a sensação de replay da Batalha do Portão Negro é inevitável.

Além disso, arcos como o de Thorin mereciam mais tempo de cena íntima. O vilão Azog também fica devendo profundidade — ele é mais boss fight do que personagem.

Curiosidades dos bastidores

  • Era chamado internamente de BotFA nos sets da Nova Zelândia, e vários documentos da produção listam a duração do corte original em quase 4 horas.
  • A composição do combate final misturou 1.500 figurantes com pelo menos 60 atores de captura de movimento, incluindo treinamentos com o coreógrafo de lendas do boxe.
  • Christopher Lee gravou a fala de Azog em dois dias, aos 92 anos, em Londres. Foi sua última participação em The Hobbit e um de seus últimos créditos relevantes em Hollywood.

Perguntas frequentes

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a resolução do duelo na montanha e créditos rolando direto, sem cena extra. Você pode levantar da cadeira sem medo de perder nada.

Preciso ter visto os filmes anteriores para entender?

Em teoria, não: a trama principal se sustenta sozinha. Na prática, você vai perder o arco completo de Bilbo, Gollum, a fundação da sociedade e a mitologia de Dol Guldur, que conecta com A Sociedade do Anel.

É melhor que O Senhor dos Anéis?

Não, e quase ninguém na crítica ou no público diz isso. O Retorno do Rei ainda é o pico da saga. Este aqui é um encerramento sólido, com brilho técnico e algumas escolhas narrativas polêmicas que o impedem de subir ao mesmo pedestal.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de aventura épica e fantasia medieval que acompanham a Terra-média desde a primeira trilogia.
  • Leitores de Tolkien interessados em ver o Apêndice A do O Senhor dos Anéis expandido em tela, mesmo com liberdade poética.
  • Amantes de ação em larga escala, do tipo que aceita duas horas e meia de pancadaria orquestral sem reclamar.