O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes

O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes

Do microfone para a aventura

O grilo cantor da floresta está de volta e, desta vez, sonha alto: gravar um CD. É a desculpa perfeita para ele sair cantando pela mata enquanto os outros bichinhos aproveitam a trilha sonora.

O problema começa quando fósseis de insetos gigantes aparecem do nada. A partir daí, a música dá lugar a uma aventura de verdade, com direito a perseguições, decisões corajosas e um vilão de peso: Trambika, a líder dos louva-deuses.

Dirigida por Walbercy Ribas e Rafael Ribas, a animação brasileira mistura fantasia e comédia para um público bem específico: crianças em idade pré-escolar.

Quando o grilo virou CD

O longa chegou aos cinemas em 9 de janeiro de 2009 como continuação de O Grilo Feliz (2001), primeiro filme da dupla de diretores. Naquela época, produzir animação nacional em formato longa era tarefa de poucos.

O filme circulou em circuito limitado e ganhou espaço maior em home video e na TV aberta, onde virou presença constante em sessões matinais. Não houve campanha de prêmios, mas entrou para o catálogo de animações infantis brasileiras que acompanharam a infância de muita gente no fim dos anos 2000.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a trilha sonora. O personagem central é um grilo compositor e as canções funcionam como motor da narrativa, com refrãos simples que grudam fácil na cabeça dos pequenos.

Ponto alto: a proposta de usar fantasia e fósseis para criar um conflito original dentro de um universo de insetos.

Ponto fraco: a animação tem acabamento datado. A computação gráfica dos personagens parece parada no tempo e a expressividade é limitada, o que pesa na comparação com títulos mais recentes como Lino - Uma Aventura de Sete Vidas.

Ponto fraco: o ritmo é lento em alguns trechos, especialmente no segundo ato, quando a história depende muito de diálogos expositivos para apresentar Trambika e seu plano.

Curiosidades

  • O filme é a continuação de O Grilo Feliz (2001), primeiro longa da franquia criada por Walbercy e Rafael Ribas.
  • A proposta central nasceu de um curta-metragem sobre o grilo compositor que fazia sucesso em festivais.
  • Os fósseis de insetos gigantes serviam de gancho visual para diferenciar o longa do primeiro filme, que tinha ambientação mais realista dentro da floresta.

Perguntas frequentes

O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes é indicado para qual idade?

A classificação é livre e o conteúdo foi pensado para crianças a partir de 3 anos, com humor físico e canções simples.

É uma animação brasileira?

Sim. É uma produção 100% nacional dirigida pela dupla Walbercy Ribas e Rafael Ribas, com lançamento em 2009.

Tem relação com Lino (2017)?

São animações brasileiras diferentes, mas Lino é uma boa referência para quem quer comparar a evolução da animação nacional feita no Brasil depois de 2009.

Pra quem é este filme:

  • Crianças entre 3 e 7 anos que curtem cantigas e personagens pequenos em florestas encantadas.
  • Fãs de animação brasileira que querem conhecer a produção nacional dos anos 2000.
  • Pais procurando um conteúdo familiar leve, sem violência real, para uma tarde de domingo.

País de origem: Brasil

Data do lançamento: 09/01/2009

Distribuidora: Sem Distribuidor

Diretor: Walbercy Ribas, Rafael Ribas