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O FUTURO DA HISTÓRIA

O FUTURO DA HISTÓRIA

Ficção Drama Duração: 1h 39min

O filme

Um homem acorda sem memória. Conhecido apenas como MP, ele vaga por diferentes países tentando juntar os cacos do que um dia foi sua vida.

Dirigido por Fiona Tan, History's Future é um filme difícil de classificar: transita entre ficção, drama, ensaio visual e quase documentário.

Mais do que contar uma história convencional, a obra investiga como identidade, migração e apagamento se cruzam no mundo contemporâneo. A câmera não explica — ela propõe.

Estreia e legado

O longa estreou internacionalmente em 2016, em mostras de arte europeias, e chegou ao Brasil em 16 de março de 2017, com distribuição tímida em circuito alternativo.

Não é um filme de bilheteria: sua circulação se deu em festivais, cineclubes e retrospectivas dedicadas ao cinema de Fiona Tan, cineasta holandesa de origem indonésia com forte presença no circuito de arte internacional.

O título integra um conjunto de obras que dialogam com temas de memória e exílio, dividindo espaço com filmes como O Escafandro e a Borboleta e Eva não dorme, também focados em personagens à beira do colapso pessoal.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a combinação de imagem e voz over cria uma atmosfera rara, entre sonho e sismograma. A presença de Denis Lavant em uma das passagens dá um sopro de cinema físico no meio do ensaio.

Ponto fraco: a narrativa é deliberadamente fragmentada, e quem busca enredo linear vai sentir que o filme se recusa a começar.

É cinema de contemplação, não de consumo rápido.

Curiosidades

  • O título original History's Future brinca com a ideia de que o futuro sempre será reescrito pelo que lembramos — ou deixamos de lembrar.
  • Fiona Tan já havia explorado o tema da memória em instalações e videoarte antes de levá-lo ao formato de longa.
  • O filme foi rodado em diferentes países, o que ajuda a explicar o elenco multilíngue com nomes como Brian Gleeson, Rifka Lodeizen e Johanna Ter Steege.

Perguntas frequentes

O Futuro da História é um filme de ficção ou documentário?

Os dois — e nenhum dos dois. É um híbrido que mistura cenas encenadas, imagens de arquivo e voz over ensaística, sem se fixar em um único formato.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina de forma seca, sem gancho extra após os créditos.

Onde assistir O Futuro da História online?

Por ter circulação limitada, o filme aparece com mais facilidade em mostras, retrospectivas de cinema de autor e catálogos de streaming voltados a obras de arte.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema de autor europeu, especialmente das experimentações de Fiona Tan, Apichatpong Weerasethakul e Chris Marker.
  • Leitores de ensaios sobre memória, migração e identidade que gostariam de ver esses temas traduzidos em imagem.
  • Espectadores habituados a mostras de arte, que aceitam sair da sala com mais perguntas do que respostas.