Veja o trailer do filme O Elo Perdido
O que acontece em O Elo Perdido
Em 1870, o antropólogo escocês Jamie Dodd parte para a África central convencido de que está prestes a reescrever a história natural da humanidade.
Guiado por caçadores indígenas, ele cruza a floresta tropical em busca de uma espécie que sirva como ponte evolucionária entre o homem e o primata.
Quando encontra uma tribo de pigmeus, Dodd acredita ter achado o "elo perdido" que procurava e captura dois membros do grupo, Toko e Likola, para levá-los à Academia de Ciências de Edimburgo.
A viagem de volta, atravessando o continente até a Escócia, transforma um experimento científico em um vínculo inesperado entre os três.
O roteiro parte de um recorte histórico real — as exibições etnográficas do século XIX — para colocar em xeque a distância entre observação científica e apropriação humana.
Quando estreou e o que aconteceu depois
O Elo Perdido (no original Man to Man) chegou aos cinemas brasileiros em 19 de junho de 2009, em uma janela próxima ao lançamento europeu.
A produção é uma coprodução entre Reino Unido e França, dirigida pelo francês Régis Wargnier, vencedor do Oscar por Indochina (1992), que aqui assume um registro mais intimista.
O roteiro é assinado por Michel Fessler e Philippe Faucon, com fotografia assinada por Thierry Arbogast, conhecido pelo trabalho em obras de Luc Besson.
O longa circulou por festivais de cinema de arte e teve distribuição no circuito alternativo, sem grande campanha de bilheteria.
Hoje é lembrado como um drama histórico de nicho, indicado para quem procura títulos sobre colonialismo europeu na África fora dos caminhos mais óbvios.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a centralidade de Joseph Fiennes como Jamie Dodd dá ao filme um eixo dramático claro. Seu cientista ambíguo, dividido entre carreira e humanidade, sustenta a narrativa mesmo nos momentos mais lentos.
Outro mérito: a fotografia da floresta e os figurinos da Edimburgo vitoriana criam um contraste visual eficiente entre dois mundos em rota de colisão.
Ponto fraco: o ritmo é contemplativo demais para quem espera reviravoltas. A narrativa aposta em olhar e silêncio, o que divide o público logo nos primeiros 20 minutos.
É um histórico de contemplação, não de aventura clássica. Quem entrar com a expectativa certa sai recompensado.
Curiosidades de bastidor
- O filme é dedicado à memória do ator sul-africano Dambuza Mdledle, integrante do elenco que faleceu antes da estreia.
- A coprodução entre França, Reino Unido e África do Sul permitiu rodar cenas na savana real, reforçando a sensação de documentário que várias sequências têm.
- O título original, Man to Man, é uma referência direta ao conceito antropológico de humanidade compartilhada que o roteiro tenta questionar.
Perguntas frequentes sobre O Elo Perdido
O Elo Perdido é baseado em fatos reais?
A história é inspirada nas exibições etnográficas reais do século XIX, em que populações africanas foram levadas à Europa para apresentação em museus e zoológicos. Os personagens e situações são ficcionais.
Qual a classificação indicativa do filme?
A classificação indicativa no Brasil é 14 anos, por conta de cenas de violência implícita e temas como escravidão e colonização.
O Elo Perdido tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos finais e não traz cena extra depois deles.
Pra quem é este filme:
- Quem gosta de dramas de época europeus e títulos como O Último Rei da Escócia
- Interessados em história da ciência, etnocentrismo e exibições etnográficas do século XIX
- Leitores de Joseph Conrad, Oliver Sacks e ensaios sobre encontros culturais
Título original: Man to Man
País de origem: Reino Unido
Data do lançamento: 19/06/2009
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Brad Silberling, Régis Wargnier
Principais atores: