Veja o trailer do filme O Assassino: O Primeiro Alvo
O que é O Assassino: O Primeiro Alvo?
Baseado no primeiro romance da série de Vince Flynn, American Assassin apresenta Mitch Rapp, um universitário comum até ver a noiva morrer em um atentado terrorista.
Em vez de aceitar terapia ou seguir a vida, Mitch cruza o mundo treinando por conta própria e caçando os responsáveis. Esse comportamento obsessivo o coloca no radar da CIA.
É nesse ponto que o filme muda de registro: da vingança pessoal crua para o thriller de espionagem institucional. O jovem descontrolado entra para um programa clandestino, onde é moldado por um ex-militar cínico.
Dirigido por Michael Cuesta — que já tinha currículo em dramas tensos como Spotlight - Segredos Revelados —, o longa aposta em ação direta e suspense paramilitar, sem enrolação.
Estreia e legado
Chegou aos cinemas brasileiros em 21 de setembro de 2017, distribuído pela Paris Filmes, em meio a uma safra movimentada de filmes de ação — a mesma janela que viu estrear Homem-Aranha: De Volta ao Lar.
Recebeu críticas mornas, com elogios à química entre o protagonista e o mentor e críticas à trama derivativa. Não ganhou nenhum prêmio relevante nem emplacou no Oscar.
Mesmo assim, ajudou a consolidar a presença de Dylan O'Brien fora da franquia Maze Runner - Correr ou Morrer, mostrando que o ator sustentava um papel dramático e físico.
Hoje é lembrado como um filme de ação correto de catálogo, ideal para sessão pipoca sem compromisso. Não virou fenômeno cultural, mas rendeu sequência planejada que nunca saiu do papel.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a dupla Dylan O'Brien e Michael Keaton. O contraste entre o aluno impulsivo e o mentor sarcástico dá o tom e sustenta o filme quando o roteiro tropeça.
As cenas de ação são curtas, secas e bem coreografadas, incluindo uma sequência notável em um iate. O ritmo não cai.
Ponto fraco: o vilão vivido por Taylor Kitsch é genérico. A motivação política fica jogada, e o terceiro ato resolve conflitos com atalhos de roteiro.
Também pesa o tom ultraviolento: execuções, torturas e assassinatos são tratados com naturalidade. Não é filme para quem se incomoda com sangue.
Curiosidades dos bastidores
- Dylan O'Brien se machucou seriamente no set, em uma cena de ação, o que atrasou as filmagens por meses e motivou regras de segurança mais rígidas.
- O personagem Mitch Rapp foi interpretado por diferentes atores em outras adaptações para TV, mas este foi o primeiro longa-metragem cinematográfico da franquia literária.
- Michael Cuesta dirigiu todos os episódios piloto das séries Homeland e Dexter, o que explica o tom sóbrio e metódico das cenas de treinamento.
Perguntas frequentes
O Assassino: O Primeiro Alvo é baseado em fatos reais?
Não. O filme é uma adaptação do romance de ficção de Vince Flynn, publicado em 2010, primeiro volume da série Mitch Rapp. Toda a trama é inventada.
O Assassino: O Primeiro Alvo tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma fechada, sem cena extra após os créditos, nem teaser de continuação.
Qual é a classificação etária e há violência?
No Brasil, é classificado para 16 anos. A violência é gráfica e frequente, com execuções, tortura e combate corpo a corpo sem censura, o que pode incomodar espectadores sensíveis.
Pra quem é este filme:
- Fãs da série de livros de Vince Flynn que querem ver a origem do protagonista nas telas.
- Quem acompanha Dylan O'Brien desde os tempos de Maze Runner e quer vê-lo em pegada mais adulta.
- Espectadores que gostam de thrillers de espionagem estilo Jason Bourne, sem exigir profundidade geopolítica.
Título original: American Assassin
País de origem: EUA
Data do lançamento: 21/09/2017
Distribuidora: Paris Filmes
Diretor: Michael Cuesta
Principais atores: