Veja o trailer do filme O Amor É Cego
O que é O Amor É Cego?
Hal Larsson é daqueles caras que julgam um livro pela capa. Filho de um pai controlador, ele cresceu ouvindo que só merece atenção mulher de físico impecável. Resultado: Hal vira adulto obcecado por modelos, ignorando qualquer pessoa fora do padrão de revista.
Tudo muda numa palestra. O guru Tony Robbins (na vida real, interpretado por Bruce McGill) hipnotiza Hal ao vivo. A partir daí, ele passa a enxergar apenas a chamada beleza interior. Literalmente. Para Hal, todo mundo vira uma versão turbinada de si mesmo.
É assim que ele cruza o caminho de Rosemary Shanahan, uma pacifista obesa que trabalha com o pai dele. Na vista hipnótica de Hal, ela é uma deusa loira. Na vida real, é uma mulher comum com quilos a mais e um coração enorme. O romance improvável começa aí, entre zoeiras, momentos fofos e muita confusão.
De 2002 para cá: por que O Amor É Cego ainda aparece por aí
Estreou nos cinemas brasileiros em 15 de fevereiro de 2002, distribuído pela 20th Century Fox. A premissa de um cara que só vê a beleza por dentro virou piada pronta em talkshows e referências pop.
Foi mais um acerto da dupla de diretores Bobby Farrelly e Peter Farrelly, que vieram de Todo Mundo em Pânico e já tinham experiência em comédia pastelão com pegada de crítica.
Hoje o longa divide opiniões: tem gente que considera datado, principalmente pelo humor gordofóbico da primeira metade. Mas segue sendo lembrado como a prova de que Jack Black manda bem no timing cômico romântico, mesmo dividindo cena com Gwyneth Paltrow.
Vale o ingresso?
Ponto alto: A química entre Jack Black e Gwyneth Paltrow é o grande trunfo. Difícil imaginar um par mais improvável dando certo, e ainda assim funciona. As cenas em que Hal vê Rosemary versão deusa rendem boas gargalhadas.
Ponto fraco: O CGI usado para "embelezar" Rosemary é grosseiro pelos padrões de hoje. Some isso ao humor de gordofobia mal calibrado no primeiro ato e a experiência azeda para parte do público.
No fim das contas, é um romance leve, com mensagem sobre aparência que envelhece de forma irregular. Funciona como sessão pipoca nostálgica, mas pede tolerância com o humor de 2002.
- O guru da vida real Tony Robbins participa da cena inicial de hipnotização como ele mesmo.
- A versão gorda de Rosemary foi feita com próteses que pesavam cerca de 12 kg, deixando as gravações bem desconfortáveis para Gwyneth Paltrow.
- Foi indicado ao Framboesa de Ouro de Pior Casal em 2002, prêmio que acabou indo para Tom Cruise e Penélope Cruz em Vanilla Sky.
FAQ – Perguntas frequentes
O Amor É Cego tem cena pós-créditos?
Não, o filme termina antes dos créditos, sem teasers ou gag final. Aí pode levantar da poltrona sem medo de perder nada.
Qual a diferença entre O Amor É Cego e Shallow Hal?
Nenhuma. O Amor É Cego é o título usado no Brasil para Shallow Hal, comédia original americana de 2001. Mesmo filme, nome diferente por aqui.
É uma comédia romântica leve ou tem humor pesado?
É leve no tom geral, com mensagens de superação e amor, mas tem piadas ácidas no primeiro ato. Quem não curte humor mais bruto pode estranhar no início, mas o filme amolece com o tempo.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédias românticas dos anos 2000, tipo Meu Monstro Favorito e afins.
- Quem curte o humor pastelão de Jack Black, especialmente em títulos como Jumanji: Bem Vindo a Selva.
- Admiradores do trabalho dos irmãos Farrelly e da parceria entre Bobby e Peter no humor ácido americano.
Título original: Shallow Hal
País de origem: EUA
Data do lançamento: 15/02/2002
Distribuidora: 20th Century Fox
Diretor: Bobby Farrelly, Peter Farrelly
Principais atores: