Veja o trailer do filme Mundos opostos
Mundos opostos
Sobre o que é Mundos Opostos
Dois adolescentes se conhecem, se apaixonam e juram não se separar. Só existe um problema bem grande: vivem em planetas com forças gravitacionais opostas.
Adam é do lado de baixo, do mundo dos explorados. Eden é do lado de cima, entre os exploradores. Um amor entre camadas sociais tão distantes que chega a ser, literalmente, separado pela gravidade.
Dirigido por Christoforos Papakaliatis e Juan Solanas, o longa mistura romance e ficção científica para discutir desigualdade sem virar panfleto. A premissa é uma metáfora visual bem sacada, e o filme gasta os 135 minutos tentando transformar essa sacada em algo emocionalmente crível.
Quando estreou e por que ainda se fala dele
Mundos Opostos chegou aos cinemas brasileiros em 1 de dezembro de 2016, com distribuição da PlayArte. Foi uma aposta de fim de ano em um título estrangeiro de drama com verniz sci-fi, gênero que costuma render bem em datas comemorativas.
A produção é grega e contou com a fotografia caprichada de Theo Theo. O longa teve passagem por festivais e chamou atenção pela premissa visual: dois mundos, uma gravidade que puxa tudo para lados diferentes, e a sensação constante de que um passo em falso pode mandar alguém flutuando para o espaço.
Hoje, é lembrado como uma curiosidade temática dentro do catálogo de Kirsten Dunst e Jim Sturgess, e como um representante europeu do subgênero "romance em mundos alienígenas" que viraliza em listas de filmes esquecidos.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte. Os dois planetas com gravidades opostas são vendidos de um jeito simples e eficaz, sem precisar de orçamento blockbuster. A trilha sonora também entra no ponto certo nos momentos de maior tensão.
A química entre Jim Sturgess e Kirsten Dunst segura as cenas mais piegas sem fazer o público querer fugir da sala.
Ponto fraco: o roteiro aposta em reviravoltas melodramáticas já batidas, principalmente no terceiro ato. Algumas decisões de Eden soam forçadas e alongam o conflito sem necessidade real.
O ritmo derrapa na segunda metade, quando o filme decide explicar demais o que já tinha mostrado com imagens. Para quem curte suspense bem costurado, prepare-se: aqui o suspense é mais atmosférico do que estruturado.
Curiosidades de bastidores
- O longa é uma coprodução entre Grécia e outros países europeus, com Juan Solanas assinando a direção ao lado do grego Christoforos Papakaliatis.
- J.K. Simmons aparece em uma participação curta mas decisiva para o destino dos protagonistas.
- A premissa de dois mundos com gravidades opostas foi pensada para funcionar como metáfora visual de desigualdade social, sem precisar de longos discursos expositivos.
Perguntas frequentes
Mundos Opostos tem cena pós-créditos?
Não. O filme encerra sua história antes dos créditos finais, sem teaser extra ou gancho para continuação.
Mundos Opostos é baseado em algum livro?
Não. A história é original do roteirista e diretor Christoforos Papakaliatis, inspirada em temas de desigualdade e separação social.
Mundos Opostos vale a pena assistir?
Vale para quem curte romance dramático com cenário sci-fi e não se incomoda com melodrama. Não é para quem prefere trilhagem rápida ou reviravoltas surpreendentes.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas românticos com cenário de ficção científica que preferem premissas originais a efeitos especiais pirotecnicos.
- Quem gosta do cinema europeu autoral e não se importa com melodrama assumido no roteiro.
- Público que curtiu Whiplash - Em busca da perfeição e busca dramas estrangeiros com identidade visual forte.
Título original: Worlds Apart
País de origem: Grécia
Data do lançamento: 01/12/2016
Distribuidora: PlayArte
Diretor: Christoforos Papakaliatis, Juan Solanas
Principais atores: