Veja o trailer do filme Mundo Invisível

Mundo Invisível

Mundo Invisível

14 Drama Duração: 1h 33min

O Filme

Mundo Invisível é um filme coletivo produzido a partir de um convite da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Doze cineastas aceitaram o desafio de filmar um segmento sobre a ideia de invisibilidade, tudo rodado na capital paulista.

O resultado é um mosaico. Não existe uma trama única, protagonista central ou arco dramático convencional. É um conjunto de curtas que se completam, alguns mais narrativos, outros quase como ensaios visuais ou documentários.

Quem entra esperando um longa tradicional sai com a sensação de ter assistido a uma antologia de cinema de autor. Para o público certo, isso é ótimo. Para quem busca entretenimento leve, não é o melhor caminho.

Estreia e Legado

Mundo Invisível estreou em 07 de junho de 2013 nos cinemas brasileiros, distribuído pela Imovision. A sessão reunia nomes que costumam circular em festivais, não em blockbusters.

A produção carrega peso institucional por ter sido viabilizada pela Mostra de São Paulo, o que rendeu ao filme visibilidade no circuito alternativo e em mostras universitárias.

Hoje, o longa é lembrado como uma espécie de documento afetivo do cinema de autor do começo dos anos 2010, especialmente pelos cinéfilos paulistas. É um registro raro de ver tantos diretores como Theo Angelopoulos, Wim Wenders e Manoel de Oliveira filmando o mesmo território.

Não disputou o Oscar, mas circulou por festivais internacionais e ganhou espaço em retrospectivas sobre cinema coletivo.

Vale o Ingresso?

Ponto alto: a curadoria da Mostra acertou ao reunir diretores com olhares tão distintos. Ver Wim Wenders falando sobre crianças cegas que aprendem a usar a visão residual divide tela com Manoel de Oliveira e dois velhos amigos brigando com o celular na Avenida Paulista.

É um drama raro, quase um catálogo de estilos de filmagem em 93 minutos.

Ponto fraco: a montagem em mosaico cobra seu preço. Falta um fio condutor mais firme entre os segmentos, e quem não conhece o cinema de cada autor pode se perder em transições bruscas de tom.

Não é um filme para passar o tempo, e sim para prestar atenção.

Curiosidades

  • Entre os doze diretores está Marcos Bechis, que assina o segmento Tekoha, filmado com índios Guarani-Kaiowá no Parque Trianon, em plena Avenida Paulista.
  • O segmento de Atom Egoyan se passa em Yerevan, capital da Armênia, e foi a única parte da produção rodada fora de São Paulo.
  • Leon Cakoff, fundador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, aparece em um dos segmentos como homenagem ao papel que ele desempenhou no circuito brasileiro.

Perguntas Frequentes

Mundo Invisível é baseado em fatos reais? A maioria dos segmentos é ficcional, mas a obra tem um viés ensaístico e documental, especialmente o segmento de Wim Wenders, que acompanha crianças cegas em programa de reabilitação visual.

Quem dirige Mundo Invisível? São doze diretores convidados pela Mostra de São Paulo, entre eles Wim Wenders, Theo Angelopoulos, Atom Egoyan, Manoel de Oliveira, Maria de Medeiros e os brasileiros Laís Bodanzky e Gian Vittorio Baldi.

Mundo Invisível tem cena pós-créditos? Não. Por ser uma antologia de curtas, o filme termina após o último segmento, sem cenas extras no final.

Pra quem é este filme:

  • Leitores da Cahiers du Cinéma e da contracapa da Ilustríssima, que anotam referências de mise-en-scène.
  • Frequentadores de mostras de cinema universitário e salas alternativas que colecionam ingressos da Mostra de São Paulo desde a adolescência.
  • Quem tem em casa DVDs de Wenders, Tarkovski e Oliveira organizados por autor na estante.