Veja o trailer do filme Mulheres - O Sexo Forte
Do que se trata Mulheres - O Sexo Forte?
Mary Haines (Meg Ryan) parecia ter a vida resolvida: casa em Connecticut, filha de 12 anos, marido bem-sucedido em Wall Street e carreira como designer na loja do pai.
O chão desmorona quando ela descobre que o marido está tendo um caso com a sensual vendedora de perfumes Crystal Allen (Eva Mendes).
Ao redor de Mary, um quarteto de amigas reage à crise cada uma do seu jeito: Sylvia (Annette Bening), a executiva da moda que se diz feliz sozinha; Edie (Debra Messing), a mãe coruja do grupo; e Alex (Jada Pinkett Smith), a lésbica sem filtro que diz o que ninguém quer ouvir.
É um remake do longa de 1939, também com elenco 100% feminino, assinado pela diretora e roteirista Diane English, criadora da série Murphy Brown.
Estreia e legado do filme
Chegou aos cinemas norte-americanos em setembro de 2008 e ao Brasil no fim daquele mesmo ano, em 31 de dezembro. Estreou com campanha de marketing pesado, mas naufragou nas bilheterias: custou cerca de US$ 65 milhões e mal passou dos US$ 50 milhões em arrecadação mundial.
A crítica foi dura, especialmente com o roteiro cheio de frases de efeito. O público feminino, público-alvo da produção, também não respondeu bem, o que transformou o longa em um dos fracassos mais notados da temporada.
Hoje é lembrado mais como curiosidade: um drama de elenco totalmente feminino feito em Hollywood, com nomes como Bette Midler e Candice Bergen em pontas.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco é um deleite. Meg Ryan entrega a personagem com a leveza habitual, e a dinâmica entre as quatro amigas funciona como motor cômico. As piadas sobre comportamento feminino têm fôlego e arrancam risadas reais.
Os figurinos e o visual da produção são caprichados, com destaque para as cenas no universo da moda.
Ponto fraco: a Diane English erra a mão no tom. O roteiro escorrega para o panfletário, com diálogos que soam como slogans de autoajuda.
Os personagens secundários são rasos, e a antagonista (Eva Mendes) vira caricatura da "vilã sensual".
Para quem espera a acidez do original de 1939, a decepção é grande.
Curiosidades dos bastidores
- É um remake do longa de 1939 dirigido por George Cukor, que também tinha elenco 100% feminino e ficou famoso por escalar atrizes como Joan Crawford e Norma Shearer.
- Bette Midler e Carrie Fisher aparecem em participações curtas como comentaristas ácidas sobre a vida das protagonistas.
- Eva Mendes foi escalada após a saída de outra atriz de peso, e o papel foi reimaginado para uma versão mais sensual e menos discreta do original.
Perguntas frequentes
Mulheres - O Sexo Forte tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a resolução da trama principal e os créditos começam imediatamente, sem teaser extra.
O filme é remake ou tem ligação com o original de 1939?
É um remake. Mantém a premissa básica da traição e do elenco exclusivamente feminino, mas atualiza os personagens para o contexto dos anos 2000.
Mulheres - O Sexo Forte vale a pena assistir?
É um passatempo razoável para quem gosta de comédia dramática leve sobre amizade feminina. Não é um clássico, e o roteiro peca pelo didatismo, mas o elenco entretém quem baixar a expectativa.
Pra quem é este filme:
- Fãs de chick-flicks com elenco de peso, especialmente quem cresceu nos anos 90 acompanhando Meg Ryan e Annette Bening.
- Quem curte comédia dramática sobre amizade feminina, traição e recomeço, com humor leve e pouca exigência de plot twist.
- Espectadores interessados em moda e em produções que retratam o universo de grifes e revistas de estilo, com figurinos e ambientes caprichados.
Título original: The Women
País de origem: EUA
Data do lançamento: 31/12/2008
Diretor: Diane English
Principais atores: