Veja o trailer do filme Mr. Bean - O Filme
Mr. Bean - O Filme
Mr. Bean viaja do museu para o caos
Antes de qualquer palavra, já tem gag. Rowan Atkinson abre o filme como Mr. Bean, funcionário da Royal National Gallery em Londres, numa sequência que mistura a câmera subjetiva com um quadro que ganha vida. É o tipo de abertura que avisa o espectador: aqui não tem dublagem, não tem pressa e o humor é praticamente mudo.
A premissa é simples e funciona como motor cômico. Uma galeria americana acaba de comprar o retrato "Mãe de Whistler" e precisa de alguém da instituição para acompanhar a peça. Os chefes da Royal National veem aí a chance perfeita de se livrar de Bean e o despacham para Los Angeles.
Lá, ele invade a rotina do curador David Langley, vivido por Peter MacNicol, e transforma a casa da família em zona de desastre. O longa é quase uma colagem de esquetes do personagem da TV, só que com orçamento de cinema e cenários de verdade.
Um sucesso de 1997 que continua pipoca
Lançado em 1997, o filme chegou aos cinemas brasileiros em 21 de novembro daquele ano, dois meses depois da estreia britânica. Foi a primeira investida de Mr. Bean nas telonas, quase dois anos após o fim da série original.
O resultado financeiro foi absurdo para uma comédia britânica de baixo orçamento: custou cerca de US$ 22 milhões e voltou com mais de US$ 250 milhões em bilheteria mundial, virando um dos maiores êxitos do cinema cômico inglês da década.
Não levou Oscar, mas ficou na memória como cult pop. Hoje vive como filme de sessão da tarde, favorito em reprises de fim de semana e base para todo o humor físico de pastelão que veio depois, de Eddie Murphy em Norbit a vários canais do YouTube.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a sequência em que Bean tenta recriar a Mãe de Whistler com tinta, saliva e o corpo como pincel é brilhante de execução. São minutos de puro cinema mudo, com timing perfeito de Atkinson e uma montagem que valoriza cada microexpressão do personagem.
Outro destaque: o elenco de apoio, com Burt Reynolds como o general Newton e Peter MacNicol carregando o lado dramático, dá ao filme um eixo emocional que não era óbvio para uma comédia pastelão.
Ponto fraco: a subtrama sentimental em torno do filho de Langley é piegas e quebra o ritmo das piadas. O roteiro tenta dar um coração ao longa e acaba derrapando no melodrama familiar genérico.
Outro ponto fraco: entre os grandes momentos, há cenas de transição que duram demais. A sensação é de filler, como se o filme precisasse encher metragem até a próxima gag de verdade.
- O ator que mais recebe o carinho da crítica especializada, segundo o Rotten Tomatoes, é justamente Atkinson, com notas que destacam o domínio do humor físico.
- Dirigido por Mel Smith, parceiro antigo de Atkinson em TV, o filme foi feito em apenas algumas semanas de gravação nos estúdios de Leavesden e em locações em Los Angeles.
- A famosa cena do interior do corpo humano foi gravada com câmera apontada direto para Rowan Atkinson, sem truque digital, apenas pintura corporal e posicionamento milimétrico da equipe.
Mr. Bean - O Filme é baseado na série de TV? Sim. O longa expande o universo do personagem criado por Atkinson e Richard Curtis para a televisão em 1990, mantendo o humor físico e o quase silêncio cômico.
Mr. Bean - O Filme tem cena pós-créditos? Não. O filme encerra com a resolução da trama e não traz nenhuma sequência extra após os créditos finais.
Onde assistir Mr. Bean - O Filme online no Brasil? O título costuma aparecer em catálogos de aluguel digital e em serviços de streaming por assinatura. A disponibilidade muda, então vale checar a grade atualizada no nosso bloco de cinemas e streaming.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Rowan Atkinson e do Mr. Bean da TV que querem ver o personagem em tela grande pela primeira vez.
- Quem curte comédias de humor físico e pastelão no estilo de Norbit ou do começo da carreira de Jim Carrey.
- Maratonistas de comédia britânica clássica em busca de pérolas menos óbvias, ao lado de O Grande Lebowski no repertório de sessão pipoca cult.