Veja o trailer do filme Mistress America

Mistress America

Mistress America

12 Comédia Festival Duração: 1h 25min

Mistress America: a comédia de Nova York que mistura amizade, inveja e literatura

Tracy é uma caloura deslocada que sonha entrar em um clube literário seletivo da faculdade. Recusada, ela atende ao pedido da mãe e liga para Brooke, a filha do futuro padrasto, uma artista cheia de energia que vive mil projetos ao mesmo tempo em Manhattan.

A amizade explode rápido, com jantares, festas e passeios absurdos pela cidade. Lola Kirke faz uma Tracy hipnotizada, enquanto Greta Gerwig rouba a cena como uma Brooke elétrica e autocentrada. O terceiro ato, porém, muda o tom: Tracy transforma aquela mulher real em personagem de ficção, e o conto não sai como Brooke gostaria.

Dirigido por Noah Baumbach, o filme é uma comédia de costumes sobre admiração que vira conflito, escrita que vira traição, e Nova York vista por duas mulheres em pontos muito diferentes da vida.

Estreia, circuito de festival e legado

Mistress America estreou mundialmente em janeiro de 2015, no Festival de Sundance, antes de chegar aos cinemas dos EUA em agosto pela Fox Searchlight.

No Brasil, foi lançado em 19 de novembro de 2015 pela Vitrine Filmes, em circuito de festival e salas alternativas. Chegou a concorrer ao Independent Spirit Award de melhor filme e rendeu a Noah Baumbach e Greta Gerwig o prêmio de melhor roteiro no New York Film Critics Circle.

Hoje, o longa é lembrado como a segunda parceria entre Baumbach e Gerwig depois de Frances Ha, e virou referência obrigatória para quem acompanha a cena de festival e o cinema indie nova-iorquino dos anos 2010.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o roteiro de Baumbach e Gerwig tem diálogos rápidos, piadas autodestrutivas e aquela piada interna que parece improviso. Brooke é uma das criações mais marcantes do cinema indie dos anos 2010.

Ponto fraco: o segundo ato perde fôlego em uma sequência dentro de um restaurante que se arrasta, e Brooke oscila entre personagem tridimensional e caricatura de "manic pixie dream girl".

Curiosidades dos bastidores

  • O filme nasceu de uma conversa real entre Noah Baumbach e Greta Gerwig sobre a experiência de se mudar para Nova York adulta, sem rede de segurança.
  • Tracy e Brooke são consideradas versões ficcionais e mais jovens de duas fases da própria Gerwig em Nova York.
  • A sequência no restaurante, considerada o ponto mais fraco, foi parcialmente improvisada em set, o que explica o tom irregular.

Perguntas frequentes

Mistress America tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina seco depois do desfecho entre Tracy e Brooke, sem extras.

Mistress America é bom? Vale a pena assistir?
Vale, especialmente para quem curte comédia de personagem e o humor azedo de Noah Baumbach. Não é um filme para quem prefere ação ou plot twists.

Qual a relação de Mistress America com Frances Ha?
São parcerias consecutivas entre o mesmo diretor e a mesma atriz-protagonista, com a mesma estética preto-e-branco dominada pela cor e o mesmo olhar sobre mulheres jovens tentando sobreviver em Nova York.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de comédia de conversa, tipo Woody Allen e Whit Stillman, que curtem piadas que dependem de timing e não de efeito visual.
  • Quem acompanha o circuito indie americano e já viu Frances Ha, Greenberg ou obras do cinema mumblecore.
  • Leitores obsessivos de ficção contemporânea e pessoas fascinadas pelo processo criativo de transformar gente real em personagem.

Título original: Mistress America

País de origem: EUA

Data do lançamento: 19/11/2015

Distribuidora: Vitrine Filmes

Diretor: Noah Baumbach

Principais atores: