Miss Stevens

Miss Stevens

Comédia Duração: 1h 26min

Sobre o que é Miss Stevens

Miss Stevens acompanha Rachel Stevens, professora de inglês com a vida pessoal desmoronando, designada para acompanhar três alunos a uma competição de teatro fora da cidade.

O ponto de partida é simples: uma viagem de ônibus, três adolescentes e uma adulta que mal consegue cuidar de si mesma. É a partir desse cenário mínimo que a diretora Julia Hart constrói um retrato raro da fronteira entre a adolescência e a vida adulta.

Com 86 minutos, o filme aposta em diálogos, silêncios e pequenas revelações. Mais drama de formação do que comédia no sentido tradicional, apesar de carregar humor fino em várias cenas.

Estreia e legado

Miss Stevens estreou no Festival SXSW em março de 2016, onde foi adquirido pela The Orchard para distribuição nos cinemas dos EUA em setembro do mesmo ano. Passou também pelo Los Angeles Film Festival, consolidando-se como um dos títulos independentes mais falados daquela temporada de festivais.

O longa não teve presença relevante no circuito de premiações major — Globo de Ouro, Oscar e BAFTA ficaram de fora — mas circulou com destaque no circuito indie norte-americano, ganhando cobertura em veículos como IndieWire e The Hollywood Reporter por seu roteiro e performances.

Hoje é lembrado principalmente como o primeiro papel de destaque de Timothée Chalamet no cinema adulto, dois anos antes de Me Chame Pelo Seu Nome o tornar astro. Funciona também como uma vitrine para a Lili Reinhart pré-Riverdale. É o tipo de filme que cresce em prestígio com o tempo entre cinéfilos.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a construção da protagonista. Rachel Stevens não é a professora inspiradora de manual — é alguém em crise que usa a sala de aula como último ponto de equilíbrio. A escrita evita soluções fáceis.

Ponto alto: a química entre os três jovens, especialmente nas cenas dentro do ônibus. Lily Rabe segura as cenas longas de diálogo com timing preciso.

Ponto fraco: o ritmo. O segundo ato arrasta em sequências de estrada que poderiam ser encurtadas em pelo menos dez minutos. O clímax da competição de teatro também decepciona quem espera um momento catártico — Hart prefere a ambiguidade.

Ponto fraco: o marketing como comédia é enganoso. Quem busca humor will-ferrelliano vai sair frustrado. É comédia no sentido dramático do termo, com toques de humor situacional.

Curiosidades dos bastidores

  • O roteiro original de Julia Hart foi semifinalista do concurso Nicholl Fellowship, promovido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood
  • A viagem dos alunos no filme foi inspirada em competições reais de teatro estudantil que acontecem no circuito americano, como o North Carolina Thespian Conference
  • Timothée Chalamet tinha apenas 19 anos nas gravações, realizadas em sequência em locações de Los Angeles e arredores

Perguntas frequentes

Miss Stevens é comédia ou drama?

Os dois, mas com peso maior no drama. O tom é contido, com humor surgindo nas situações e não nas piadas construídas. Quem busca comédia leve pode estranhar.

Miss Stevens está no streaming?

Passou por serviços como Netflix e Amazon nos últimos anos, com disponibilidade variando por país. Vale checar os catálogos atuais de plataformas de streaming.

Miss Stevens tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma definitiva antes dos créditos finais. Quem assistir em sessão pode levantar antes sem perder nada.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas indie americanos estilo Lady Bird e Me Chame Pelo Seu Nome, que gostam de personagens em transição de fase
  • Quem acompanha a carreira de Timothée Chalamet desde o início e quer ver de onde veio
  • Professores e pessoas ligadas à educação que se interessam por representações honestas da profissão na tela