Veja o trailer do filme Miss Simpatia
Sobre o que é Miss Simpatia
Gracie Hart é uma agente do FBI que resolve casos na base da força bruta e do taco de beisebol. Quando uma ameaça terrorista paira sobre o concurso de Miss Estados Unidos, a agência não tem選択肢: precisa de alguém para se infiltrar entre as candidatas.
A única voluntária disponível é justamente Gracie — a pessoa menos Miss do planeta. Daí nasce o motor de Miss Simpatia: transformar uma mulher que come fast food no café da manhã em uma candidata apta a desfilar de maiô e vestido de gala diante de jurados e câmeras.
Para dar forma ao disfarce, o FBI chama Victor Malling, um consultor de imagem vivido por Michael Caine com pose de estilista europeu e paciência de monge budista. É ele quem vai tentar domar o caos ambulante chamado Gracie.
Estreia e legado
Miss Simpatia chegou aos cinemas americanos em dezembro de 2000 e rapidamente virou um dos maiores fenômenos de bilheteria daquela temporada. O custo de produção girou em torno de US$ 45 milhões e o retorno superou US$ 212 milhões em todo o mundo — números que transformaram Sandra Bullock em nome de primeira linha em Hollywood.
Aqui no Brasil, o filme estreou no início de 2001 e caiu no gosto do público justamente por inverter o estereótipo da princesinha de concurso. Foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia ou Musical e rendeu a Bullock o prêmio de Atriz Favorita do Público no People's Choice Awards.
Quase duas décadas depois, segue como uma das comédias femininas mais revisitadas da era 2000. Em 2005, ganhou sequência direta para TV, Miss Congeniality 2: Armed and Fabulous, desta vez com Bullock nos cinemas. O título virou até marca cultural: “miss simpatia” é expressão corrente para descrever alguém bonzinho demais.
Vale o ingresso?
Ponto alto: A química entre Sandra Bullock e Michael Caine. As cenas de “antes e depois” da transformação funcionam porque Caine trata o ridículo com elegância, e Bullock entrega uma protagonista desajeitada com timing cômico afiadíssimo.
Ponto alto: O elenco de apoio das misses é um achado. Heather Burns rouba cenas como a vice-miss neurótica, e o próprio concurso vira um microcosmo de egos e vaidades que satiriza bem o formato.
Ponto fraco: O terceiro ato escorrega para o terreno do thriller genérico, com perseguições e tiroteios mal filmados que destoam do tom leve do restante. A resolução do mistério também é das mais previsíveis — dá para sacar o vilão na metade do filme.
Curiosidades dos bastidores
- O roteiro foi escrito por Marc Lawrence e Katie Ford em pouco mais de duas semanas, depois que a Warner recusou o projeto por considerá-lo “engraçado demais” para o estúdio.
- Sandra Bullock fez as próprias cenas de salto alto, mas confessou em entrevistas que mal conseguia andar com eles — boa parte do “corpo torto” nas cenas de passarela foi improviso.
- A cena da transformação, em que Gracie aparece de vestido e cabelos soltos, levou cerca de seis horas de maquiagem e produção por dia de filmagem.
Perguntas frequentes
Miss Simpatia é baseado em fatos reais? Não. A história é ficção, embora o roteiro tenha se inspirado em reportagens sobre a presença do FBI em eventos de grande visibilidade pública nos Estados Unidos.
Qual a classificação etária de Miss Simpatia? No Brasil, o longa recebeu classificação de 12 anos por conter humor com insinuações sexuais, linguagem moderada e cenas de ação com armas de fogo.
Miss Simpatia tem cena pós-créditos? Não. O filme termina com a cena final já fechada, sem teasers ou cenas extras durante ou depois dos créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Sandra Bullock no auge da fase de comédia romântica dos anos 2000.
- Quem curte comédia pastelão com fundo de buddy cop, tipo Truque de Mestre ou Despedida em Grande Estilo.
- Maratonistas de concursos de beleza, novelas da Record e realities estilo Miss Universo — o sarcasmo do filme vira comentário quase antropológico sobre esse universo.
Título original: Miss Congeniality
País de origem: Austrália
Diretor: Donald Petrie
Principais atores: