Meu Pai E Eu
O Documentário
Meu Pai e Eu parte de um gesto simples: abrir uma mala. Dez anos depois da morte do pai, o diretor Thiago Moulin Ribeiro finalmente encara o que ficou guardado ali dentro.
A mala guarda fragmentos de uma vida inteira. Cartas, objetos, talvez bilhetinhos. É o tipo de herança que pesa mais pelo que cala do que pelo que mostra.
O documentário usa esse material como porta de entrada para investigar os ciclos de ressentimento que atravessam a família do diretor. Silêncios que passaram de pai para filho, desejos interrompidos, mágoas que ninguém nomeou em voz alta enquanto era tempo.
A proposta é menos fazer um inventário do passado e mais tentar quebrar, pela fala e pela imagem, padrões emocionais que seguem operando no cotidiano da família.
Estreia e Legado
Meu Pai e Eu chega aos cinemas brasileiros em 19 de setembro de 2026, com distribuição limitada e sessões pontuais nas capitais. A estreia em poucas salas é compatível com o perfil do filme: um documentário autoral de ritmo íntimo, voltado para circuitos de arte e mostras.
Por ser uma obra de estreia em longas do diretor, ainda não há um legado consolidado para analisar. O que se pode dizer é que o filme se insere em uma linhagem de documentários pessoais brasileiros que usam o arquivo familiar como matéria-prima.
O interesse maior está no tema em si: processos de luto, relações entre pais e filhos adultos, e a tentativa de interromper padrões herdados. Temas universais que dialogam com públicos de todas as idades.
Vale o Ingresso?
Ponto alto: a abordagem honesta do luto e da herança emocional. O filme evita sentimentalismo barato e propõe um olhar adulto sobre temas delicados como silêncio familiar e ressentimento acumulado.
O ponto alto está na coragem de transformar um objeto pessoal em narrativa cinematográfica sem precisar apelar para dramatizações ou reconstruções artificialmente empobrecidas.
Ponto fraco: os 77 minutos podem pesar para quem espera dinamismo. O ritmo é interno, contemplativo, e exige do espectador disposição para acompanhar uma investigação emocional que avança no tempo do próprio diretor.
Quem busca entretenimento leve ou narrativas aceleradas provavelmente vai achar o filme lento. Para o público certo, o tempo é parte da proposta.
Curiosidades
- O documentário foi gestado ao longo de dez anos, desde a morte do pai do diretor até a decisão de abrir a mala herdada.
- O título funciona nos dois sentidos: é sobre o pai ausente-presente e sobre o filho que tenta se entender a partir dessa relação.
- A duração enxuta de 77 minutos é incomum em filmes confessionais, que costumam se estender para incluir mais material de arquivo.
Perguntas Frequentes
Meu Pai e Eu é documentário ou ficção?
É um documentário. O diretor Thiago Moulin Ribeiro investiga a própria história familiar dez anos após a morte do pai, usando objetos, arquivos e reflexões pessoais como matéria-prima.
Quando Meu Pai e Eu estreia nos cinemas?
A estreia está prevista para 19 de setembro de 2026, com sessões em circuito limitado nas principais capitais brasileiras.
Meu Pai e Eu tem cena pós-créditos?
Sendo um documentário intimista de 77 minutos, o filme não trabalha com a lógica de cena pós-créditos. A narrativa se encerra dentro do próprio tempo da sessão.
Pra quem é este filme:
- Fãs de documentários brasileiros que exploram arquivos e memórias pessoais, como obras de Eduardo Coutinho e João Moreira Salles.
- Pessoas em processo de luto ou que perderam os pais recentemente e buscam representações honestas desse tipo de experiência na tela.
- Interessados em psicanálise, terapia familiar e estudos sobre padrões emocionais transmitidos entre gerações.
Título original: Meu Pai E Eu
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 19/09/2026
Distribuidora: Sem Distribuidor
Diretor: Thiago Moulin Ribeiro