Veja o trailer do filme Meu Nome é Jacque

Meu Nome é Jacque

Meu Nome é Jacque

12 Documentário Duração: 1h 12min

Sobre o que é

Meu Nome é Jacque acompanha a rotina e a memória de Jacqueline Rocha Côrtes, mulher transexual que convive com HIV há mais de duas décadas.

O recorte é duplo: de um lado, o dia a dia de Jacque como mãe, esposa e moradora de uma cidade pequena do interior. De outro, o resgate de uma trajetória de militância que já a levou a representar o governo brasileiro em debates na Organização das Nações Unidas.

O filme é assinado pela diretora Angela Zoe e se insere na linhagem de documentários brasileiros que usam a câmera como ferramenta de visibilidade trans.

Quando estreou e por que importa

Meu Nome é Jacque chegou aos cinemas brasileiros em 21 de abril de 2016, com distribuição voltada a circuitos alternativos e mostras universitárias.

A produção circulou em festivais de temática LGBT+ e de saúde pública, ganhando espaço em debates sobre representatividade no audiovisual nacional.

Hoje, é lembrado como um dos registros pioneiros a dar protagonismo a uma mulher trans negra mais velha, fugindo do recorte urbano e paulistano que domina parte do documentário brasileiro.

Para quem se interessa por obras como Henfil e Alcione - O Samba é Primo do Jazz, o longa funciona como peça complementar no mapa do cinema biográfico nacional.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o carisma de Jacque Rocha Côrtes, que conduz a própria narrativa com franqueza rara. As cenas de cotidiano familiar dão dimensão concreta à história, sem vitimização.

A direção de Angela Zoe aposta em uma câmera próxima, quase de convivência, o que aproxima o espectador da personagem e humaniza a discussão sobre identidade de gênero.

Ponto fraco: o didatismo em alguns trechos. Certas falas e contextualizações soam explicativas demais, como se o público precisasse de tradução para aquilo que a imagem já mostra.

O ritmo também é irregular: 72 minutos passam rápido, mas o terço final repete argumentos já apresentados.

  • O documentário é narrado em parte pela própria Jacque, que participa ativamente das decisões de roteiro ao longo das gravações.
  • A produção circulou em festivais universitários antes de ganhar janela em cinemas comerciais, o que explica seu perfil de público reduzido.
  • A diretora Angela Zoe pesquisou o caso por mais de três anos antes de iniciar as filmagens, o que resultou no tom intimista da obra.

Meu Nome é Jacque é documentário ou ficção? É um documentário biográfico. Todo o material é baseado na vida real de Jacqueline Rocha Côrtes, com depoimentos da própria personagem e registros de arquivo familiar.

O filme está disponível em streaming? Sim, o longa integra catálogos de plataformas de streaming brasileiras e costuma aparecer em mostras temáticas sobre diversidade e saúde. Verifique a grade atualizada na seção de programação acima.

Meu Nome é Jacque tem cena pós-créditos? Não. O documentário encerra sua narrativa antes dos créditos finais, sem sequência extra ou teaser.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de documentário biográfico brasileiro: quem acompanha obras sobre personagens reais e busca narrativas que escapam do circuito tradicional.
  • Interessados em debates sobre identidade de gênero e saúde pública: público que consome conteúdo sobre militância trans, aids e políticas de diversidade no Brasil.
  • Estudantes e pesquisadores de comunicação e ciências sociais: material útil para discussões sobre representatividade no audiovisual nacional e construção de imagem da mulher trans mais velha.

Título original: Meu Nome é Jacque

País de origem: Brasil

Data do lançamento: 21/04/2016

Diretor: Angela Zoe

Principais atores: