Veja o trailer do filme Mestres do Universo

Mestres do Universo

Mestres do Universo

O que é Mestres do Universo

He-Man (Dolph Lundgren) é o guerreiro mais forte de Eternia, mas precisa atravessar o cosmos quando uma invenção chamada chave cósmica abre portais entre galáxias.

Ele e seus aliados — Duncan, Teela e o inventor Gwildor (Billy Barty) — acabam caindo na Terra, onde a chave agora está com a adolescente Julie Winston (Courteney Cox) e seu namorado Kevin.

É justamente esse artefato que Frank Langella no papel do Esqueleto quer usar para invadir o castelo Grayskull e drenar os poderes da Feiticeira, conquistando o universo.

O longa mistura fantasia, ficção científica e ação com uma premissa que cruza dimensões: de Eternia para o nosso planeta, com direito a batalhas corporais, tecnologia alienígena e armaduras de couro.

Estreia e legado

Mestres do Universo foi lançado em 1987 nos Estados Unidos, fruto da febre dos brinquedos da Mattel e do desenho animado de mesmo nome. A produção custou cerca de 22 milhões de dólares e arrecadou modestamente nas bilheterias, mas ganhou vida própria em home video, onde virou cult absoluto entre fãs dos anos 80.

A direção é assinada por Gary Goddard, com roteiro que condensou a mitologia da série animada em uma aventura com cara de filme de super-herói oitentista. O longa nunca emplacou no mainstream, mas é lembrado até hoje como a primeira (e por muito tempo única) incursão cinematográfica de He-Man nos cinemas.

Agora, o filme ganha nova chance nas telonas brasileiras: a estreia nos cinemas do Brasil está marcada para 02/06/2026, com cópias restauradas em 388 salas e mais de 1.888 sessões programadas para a primeira semana. É a oportunidade de revisitar (ou descobrir) um clássico cult que influenciou décadas de adaptações de brinquedos para o cinema.

Para entender o DNA visual do longa, vale conferir o trabalho de Travis Knight em Kubo e as Cordas Mágicas, que carrega influências semelhantes de mitologia e aventura épica.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Frank Langella entrega um Esqueleto teatral e magnético, com maquiagem impecável e uma presença de vilão que rouba todas as cenas em que aparece. É fácil entender por que ele virou referência em adaptações de brinquedos.

Outro mérito é a ambientação híbrida: a transição entre Eternia e a Terra dos anos 80 tem um charme deliberadamente brega, com locações reais, figurinos de couro e synth pop na trilha. Funciona como cápsula do tempo.

Ponto fraco: O ritmo é irregular — as cenas na Terra se arrastam e o roteiro economiza demais na mitologia de Grayskull, deixando a parte de fantasia com sabor de rascunho. Quem nunca viu o desenho pode sair sem entender metade do mundo construído.

A montagem das cenas de ação também é datada, com cortes bruscos e lutas coreografadas de forma confusa. Não espere a fluidez de um blockbuster moderno.

Curiosidades

  • O filme foi rodado em locações nos estúdios da Cannon Films em Los Angeles, mas várias cenas de "Eternia" foram filmadas em sets reutilizados de Conan, o Bárbaro, o que dá aquele ar de fantasia reciclada dos anos 80.
  • Courteney Cox usou o cachê de Mestres do Universo para se mudar de Nova York para Los Angeles e tentar a sorte em Hollywood — a tentativa deu certo pouco depois, com o papel de Monica em Friends.
  • A trilha sonora foi composta por Bill Conti, o mesmo de Rocky IV, e contou com a música-tema cantada por John Waite, ex-vocalista da banda The Babys, que chegou a tocar em rádios de rock nos anos 80.

Perguntas frequentes

Mestres do Universo (1987) vale a pena assistir?

Vale se você é fã de filmes de aventura oitentista ou se cresceu com os brinquedos e o desenho. Para o público geral, prepare-se para um longa datado, com ritmo irregular, mas com o Esqueleto de Frank Langella como grande trunfo.

Qual a classificação etária do filme?

A classificação indicada é 14 anos, por causa de cenas de combate e violência fantasiosa típicas do gênero.

Quando estreia Mestres do Universo nos cinemas brasileiros?

A estreia está marcada para 02/06/2026, com sessões em 388 salas e mais de 1.888 exibições programadas para a primeira semana no Brasil.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cultura pop oitentista: cresceu com os brinquedos da Mattel, viu o desenho na TV aberta e quer sentir a nostalgia de He-Man na telona pela primeira vez.
  • Colecionadores de cinema cult: aprecia adaptações de propriedades intelectuais que fracassaram comercialmente mas ganharam status de cult ao longo das décadas.
  • Curiosos por adaptações de quadrinhos e toys: gosta de comparar como franquias como He-Man foram parar no cinema antes de blockbusters como Transformers, e quer entender a história do gênero.