O que é Mercado de Capitais?
Naomi Bishop é uma banqueira de investimento que dedicou a carreira inteira a chegar ao topo de Wall Street. Falta pouco: ela vai conduzir um IPO bilionário de uma empresa de tecnologia.
O problema é o timing. Estamos no pós-crise de 2008, com reguladores em cima, concorrentes querendo sua cabeça e um fantasma do passado que volta para assombrá-la.
Drama corporativo com cara de suspense, o filme coloca uma mulher no centro de um território que costuma ser masculino: o poder financeiro bruto.
Estreia e legado
Mercado de Capitais estreou no Festival de Sundance em janeiro de 2016 e chegou ao circuito comercial dos Estados Unidos ainda naquele ano, com distribuição da Sony Pictures Classics.
No Brasil, o longa entrou em cartaz em 16 de março de 2017, com uma campanha discreta que dependia mais do boca a boca do que do grande marketing.
A repercussão foi marcada pela discussão sobre representatividade feminina em Hollywood, já que o roteiro, a direção e a produção são assinados majoritariamente por mulheres, algo raro para um filme ambientado em Wall Street.
Não levou Oscar, mas entrou para o circuito de festivais de cinema dirigido por mulheres e ganhou espaço em retrospectivas sobre o cinema financeiro do pós-crise.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a protagonista. Naomi Bishop, interpretada por Anna Gunn, é uma anti-heroína inteligente, ambiciosa e cheia de contradições. Nada de mocinha ingênua ou vilã de novela.
O roteiro não tenta moralizar Wall Street: mostra o jogo sujo, as alianças frágeis e os jogos de poder com frieza e maturidade.
Ponto fraco: o segundo ato derrapa um pouco. A trama acumula personagens secundários e subtramas paralelas que diluem o ritmo da operação central.
Quem não está familiarizado com termos como IPO, equity e due diligence pode se perder em alguns diálogos técnicos.
Curiosidades
- O roteiro foi comprado em 2013 pela Sony Pictures Classics em um dos maiores negócios da história do Sundance para um roteiro não produzido.
- Anna Gunn aceitou o papel justamente para fugir do rótulo de Skyler White e provar que sustentava uma protagonista em outro tipo de narrativa adulta.
- Sarah Megan Thomas, que também assina o roteiro, escreveu a primeira versão inspirada em entrevistas com executivas reais de Wall Street que enfrentaram assédio no trabalho.
Perguntas frequentes
Mercado de Capitais tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com uma cena de impacto e os créditos sobem em seguida, sem extras.
Mercado de Capitais é baseado em fatos reais?
Não é uma história real específica, mas a trama se inspira no clima do mercado financeiro americano após a crise de 2008 e em depoimentos de executivas do setor.
Mercado de Capitais vale a pena para quem não entende de finanças?
Vale. Os termos técnicos aparecem, mas o foco da história é política corporativa, lealdade e poder, temas que funcionam mesmo sem conhecimento prévio do mercado.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas corporativos como Sully - O Héroi do rio Hudson e Margin Call, que apreciam tensão em ambientes profissionais.
- Quem acompanha séries como Billions e Succession e quer algo na mesma linha, mas com recorte de gênero diferente.
- Interessados em narrativas sobre o mercado financeiro pós-crise de 2008 e seus efeitos sobre profissionais da área.
Título original: EQUITY
País de origem: EUA
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Meera Menon
Principais atores: