Veja o trailer do filme Meninos Não Choram

Meninos Não Choram

Meninos Não Choram

18 Biografia Drama Duração: 1h 58min

Sobre o que é o filme

Meninos Não Choram reconstrói a trajetória real de Teena Brandon, uma jovem que decide viver como homem em uma cidade pequena de Nebraska.

Ao adotar o nome Brandon Teena, ela constrói uma nova rotina, novos vínculos e um novo jeito de se apresentar ao mundo. Funciona por um tempo: a personalidade convence, o círculo social aceita, e o romance com Lana começa a ganhar corpo.

Dirigido por Kimberly Peirce em sua estreia no cinema, o longa equilibra retrato de personagem e tensão crescente. O ponto de virada é o momento em que a verdade sobre o corpo de Brandon é revelada para parte da cidade.

A partir daí, a violência deixa de ser ameaça e vira rotina, com cenas de agressão que justificam a classificação 18 anos. É um drama de impacto, construído em camadas, que não oferece alívio fácil ao espectador.

Estreia e legado

Meninos Não Choram chegou aos cinemas brasileiros em 10 de março de 2000, depois de estrear nos Estados Unidos em 1999, em circuito limitado.

O filme rapidamente virou referência. Hilary Swank levou o Oscar de Melhor Atriz, após já ter vencido a mesma estatueta por Gênio Indomável em 1998. Chloë Sevigny foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Lana.

Na lista de melhores do ano do National Board of Review, AFI e diversos críticos, o título consolidou Kimberly Peirce como uma voz autoral a ser acompanhada. Hoje, é citado como obra essencial em qualquer retrospecto do cinema de temática trans.

O impacto extrapolou a temporada de premiações: o caso real de Brandon Teena voltou ao debate público, e o roteiro virou material de estudo em cursos de roteiro, gênero e identidade.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a atuação de Hilary Swank. A entrega física e emocional é rara, do jeito de andar até a voz, e sustenta o filme do início ao fim. Sevigny também acerta o tom contido de Lana.

Ponto alto: a direção de Kimberly Peirce sabe dosar a intimidade com a tensão. A câmera entra na rotina de Brandon sem julgar, e quando a violência explode, o choque é real.

Ponto fraco: o ritmo é irregular. A primeira hora aposta em uma cadência quase documental que pode testar a paciência de quem espera um thriller.

Ponto fraco: algumas subtramas ficam em segundo plano, especialmente o relacionamento com a família de origem, que ganharia mais espaço.

Curiosidades dos bastidores

  • Kimberly Peirce levou oito anos para conseguir levantar financiamento para o projeto, justamente por causa do tema e do nível de violência.
  • Hilary Swank morou por um período com uma mulher trans na vida real para estudar gestos, fala e construção de identidade do personagem.
  • O caso real de Brandon Teena já tinha sido tema do documentário The Brandon Teena Story, de 1998, lançado no ano seguinte ao longa de Peirce.

Perguntas frequentes

Meninos Não Choram é baseado em fatos reais?

Sim. O filme é uma adaptação livre do caso de Teena Brandon, jovem de Nebraska que viveu como homem e foi assassinada em 1993.

Quem ganhou o Oscar por Meninos Não Choram?

Hilary Swank levou o Oscar de Melhor Atriz, e Chloë Sevigny foi indicada como Melhor Atriz Coadjuvante.

Meninos Não Choram tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina antes dos créditos, com cartelas finais que informam o desfecho real do caso. Não há cena extra após os créditos.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas biográficos que buscam histórias reais de identidade, gênero e resistência, no estilo de O Vencedor ou Antes e Depois.
  • Quem acompanha o trabalho de Hilary Swank e quer entender o Oscar de 2000, de olho também em Gênio Indomável e Encontrando Forrester.
  • Leitores de não-ficção investigativa sobre crimes reais nos EUA, com interesse em casos como o de Brandon Teena, e que se interessam por retratos sociais ao estilo de Um Sonho Sem Limites.


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