Veja o trailer do filme Menashe
O que acontece em Menashe
Borough Park, no Brooklyn. Um bairro judeu ortodoxo onde a vida ainda gira em torno da Torá, do shabat e das regras da comunidade hassídica.
Lá vive Menashe, um estoquista viúvo e meio atrapalhado com a burocracia do cotidiano. Desde que a esposa Leah morreu, ele cuida sozinho do filho Rieven, mas a tradição não permite que um homem crie uma criança sem uma mulher ao lado.
A pressão da família e do rabino é constante. O cunhado Eizik assume a guarda do menino e Menashe só pode vê-lo às escondidas, em encontros rápidos que partem o coração de qualquer pai.
A chance de redenção vem com o memorial de um ano de Leah. Durante a semana de luto, Rieven volta para a casa do pai. É o tempo que Menashe tem para provar que é capaz de ser o responsável que a comunidade exige.
Estreia, circuito de festivais e legado
Menashe estreou no Festival de Sundance em janeiro de 2017, na seção Spotlight, e depois cruzou o oceano para a Berlinale 2017, onde foi exibido na mostra Panorama.
Foi um dos primeiros longas-metragens em mais de três décadas totalmente filmado em iídiche, o que já rendeu atenção da crítica especializada e de estudiosos da cultura judaica.
No Brasil, chegou com distribuição da Festival em circuito limitado de arte, sem grande apelo comercial, mas com recepção calorosa entre quem busca drama de personagem.
Hoje é lembrado como um retrato raro e respeitoso de uma comunidade fechada, e seu maior trunfo continua sendo ter escalado um ator não profissional para viver, em vários sentidos, a própria história.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a naturalidade das cenas entre pai e filho, captadas com câmera próxima e sem artificialidade. A direção de Joshua Z. Weinstein transforma o cotidiano de Borough Park em algo quase documental, e o elenco de atores não profissionais dá ao filme uma verdade rara.
Ponto fraco: o ritmo é lento e deliberado. Quem espera conflito escancarado ou reviravolta dramática pode achar que pouca coisa acontece. É um filme de atmosferas, não de plot twists.
Curiosidades de bastidores
- O longa é um dos primeiros filmes em quase 40 anos a ser inteiramente rodado em iídiche, língua que quase desapareceu do cinema.
- O ator Menashe Lustig, protagonista e namesake, nunca havia feito cinema antes e foi escalado depois que o diretor Joshua Z. Weinstein o conheceu numa padaria de Borough Park.
- A produção contou com a consultoria de membros da própria comunidade hassídica para garantir autenticidade nos costumes, na fala e nas cenas do shabat.
Perguntas frequentes sobre Menashe
Menashe é baseado em fatos reais?
Não é uma adaptação direta de um caso específico, mas o ator principal viveu situação parecida e boa parte do elenco é formada por moradores reais de Borough Park, o que dá ao filme um tom semificcional.
Em que idioma Menashe é falado?
O filme é quase todo em iídiche, com legendas em inglês e em português nas exibições no Brasil.
Menashe tem cena pós-créditos?
Não. O longa tem só 82 minutos e termina antes dos créditos finais, sem teasers ou cenas extras.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de festival que adoram dramas humanos e etnográficos, no estilo de Os Filhos do Céu e O Casamento de Rachel.
- Leitores de obras sobre judaísmo ortodoxo, tradição hassídica e vida nas diásporas nova-iorquinas.
- Pais e mães que se interessam por narrativas silenciosas sobre paternidade solo e luto familiar.
Título original: Menashe
País de origem: Estados Unidos
Distribuidora: Festival
Diretor: Joshua Z. Weinstein
Principais atores: